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José Castelo Branco: "Não tenho nada a ver com isto"

O rei do jet-set afirmou esta manhã ao CM, à saída do Hotel Infante de Sagres, que "quem não deve não teme", negando ser ele o homem das fotografias publicadas que o colocam numa orgia com um casal de V. N. de Famalicão. "Não tenho nada a ver com isto", garante José Castelo Branco que é esta sexta-feira ouvido no tribunal como testemunha no caso das orgias sexuais violentas e forçadas.
13.01.12
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José Castelo Branco: "Não tenho nada a ver com isto"
José Castelo Branco chegou ao tribunal acompanhdo pela mulher, Betty Grafstein Foto Nuno Fernandes Veiga

José Castelo Branco e a mulher, Betty Grafstein, foram notificados para comparecer no Tribunal de Famalicão, para serem ouvidos como testemunhas, arroladas pela defesa, no caso das alegadas orgias sexuais violentas e forçadas, informou fonte ligada ao processo.

O casal chegou ao tribunal pelas 09h45, acompanhado por um motorista. À chegada, o marchand salientou que irá "apenas dizer a verdade".

Instado pelos jornalistas a comentar o caso, José Castelo Branco negou-se a adiantar mais pormenores sobre o seu depoimento: "O julgamento é porta fechada, portanto reduzam-se!"

Momentos após a sua chegada, o 'rei do jet set' foi cumprimentado efusivamente por funcionárias o tribunal, que afirmaram ser suas fãs. Aproveitando as declarações, Castelo Branco iniciou um passeio pelo edifício, distribuindo beijos.

O arguido, um empresário de 47 anos, está acusado de coagir, sob ameaça de arma de fogo, a mulher a participar em orgias sexuais, mas alega que ela participaria de livre e espontânea vontade.

Duas das testemunhas arroladas pela defesa são José Castelo Branco e a mulher, Betty Grafstein, que alegadamente eram amigos do casal de Famalicão e que terão participado ou marcado presença em algumas orgias.

"O senhor Silva [Castelo Branco] presenciou e participou em factos e terá de referir ao tribunal se houve coação ou se as orgias foram com o consentimento de todos os intervenientes", referiu Miguel Brochado Teixeira, advogado do arguido.

Numa fase inicial, em declarações à TVI, Castelo Branco negou que tivesse participado em qualquer orgia, mas, segundo Brochado Teixeira, há no processo fotografias e vídeos que apontam para a participação do chamado 'rei do jet-set'.

"Não estive em quarto nenhum com eles, não posso ser eu", afirmou Castelo Branco àquela televisão, chegando até a benzer-se quando os entrevistadores lhe falaram na participação em orgias e a dizer que não se reconhece nas imagens.

Posteriormente, Castelo Branco afirmou a uma revista que resolveu fazer uma regressão e o teste do polígrafo e assumiu que, de facto, esteve lá, mas diz que foi "drogado" e que não se lembrava de nada.

O arguido, que está em prisão domiciliária, com vigilância eletrónica, responde por um crime de violência doméstica, que incluiu a coação sexual, e ainda por dois crimes de detenção ilegal de arma.

Este caso foi desencadeado na sequência de uma investigação por posse ilegal de armas, durante a qual a mulher do arguido se queixou de violência doméstica.

No processo, há também fotos em que a mulher ostenta nódoas negras no corpo, que a acusação diz serem resultado das agressões do marido, mas que a defesa associa às orgias, em que haveria sessões de sadomasoquismo.

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