Lama fecha Segunda Circular

O trânsito num dos sentidos da Segunda Circular, em Lisboa, esteve ontem interrompido durante três horas, depois de um camião ter derramado na faixa de rodagem cerca de meia tonelada de lamas provenientes de uma Estação de Tratamentos de Águas Residuais (ETAR).
31.08.05
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Para além do cheiro pestilento, os condutores que, entre as 10h30 e as 13h00 de ontem, quiseram sair de Lisboa em direcção à Auto-Estrada do Norte (A1), tiveram de enfrentar um autêntico caos no trânsito, que foi desviado por agentes da Divisão de Trânsito da PSP de Lisboa para vias alternativas.
Na origem de toda a confusão esteve um veículo pesado. O camião, pertencente a uma empresa privada de transportes, saiu da ETAR da Avenida de Ceuta pelas 10h00.
À sua responsabilidade foi entregue a tarefa de transporte de centenas de quilos de lamas de decantação, nome técnico para os resíduos resultantes do tratamento de água na ETAR. O material tinha como destino a Póvoa de Santa Iria, no concelho de Vila Franca, onde iria servir como fertilizante agrícola..
O trajecto inicial decorreu sem problemas, com a viatura pesada a entrar na Segunda Circular. No entanto, pelas 10h30, à passagem pelo viaduto que atravessa a Rotunda do Relógio, a parte de trás da caixa de carga do camião abriu-se repentinamente, derramando na faixa de rodagem cerca de meia tonelada de detritos.
CHEIRO NAUSEABUNDO
O trânsito na Segunda Circular, no sentido Benfica-Aeroporto, foi de imediato interrompido, causando o caos. A acentuar a confusão dos automobilistas, o cheiro pestilento libertado pela matéria derramada na faixa de rodagem, levou a que a presença das autoridades policiais fosse solicitada rapidamente.
João Oliveira, de 27 anos, foi uma das testemunhas da confusão entretanto criada. Ao volante na Segunda Circular, sentido Aeroporto-Benfica (oposto ao acidente), o condutor confessou ao CM ter “ficado surpreendido com duas coisas”. “Em primeiro lugar foi ter visto o trânsito parado, e a fila a aumentar de tamanho, e depois o cheiro que inundou rapidamente todo o local. Percebi que o odor vinha dos dejectos espalhados na estrada. Mas era tão forte que depressa chegou ao Estádio Alvalade XXI”, recordou.
Enquanto o Regimento de Sapadores Bombeiros de Lisboa limpava os detritos na estrada, agentes da Divisão de Trânsito controlovam a circulação, que foi desviado para a Avenida Alfredo Bensaúde.
As operações de limpeza terminaram pelas 13h30, tendo o trânsito sido restabelecido logo a seguir.

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