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MAIS UM ALEGADO CASO DE PEDOFILIA

João A. terá sido violado e espancado dos 11 aos 18 anos, por dois funcionários da Casa Pia. Um deles, o conhecido Carlos Silvino, ‘Bibi’, está detido. O outro, A. P., um homem na casa dos 50 anos, ainda está ao serviço da instituição.
10.12.02
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Segundo o CM apurou, a queixa/denúncia contra “Bibi” e A. P. foi apresentada na semana passada a uma magistrada do Departamento de Investigação e Acção Penal (DIAP), bem como a dois inspectores da Polícia Judiciária.

Catalina Pestana, provedora da Casa Pia, sabe do caso e já tomou medidas. “Assim que fui informada, convoquei de imediato a directora do Colégio Maria Pia. Fiquei a saber que o funcionário em questão estava de férias até dia 20 deste mês. Disse à senhora directora que assim que ele acabe as férias será imediatamente suspenso”, afirmou ao CM.

“Não sei se o senhor é culpado, ou não. Isso deve ser apurado pelas estruturas competentes. Mas enquanto a Polícia Judiciária investiga, ele não voltará a estar junto de miúdos”, sublinhou.

Sem se deter, a provedora da Casa Pia acrescentou que “mediante qualquer situação de eventual suspeita de alguém que abusou” de crianças, não “arrisca” nem um “milímetro”. “Admito que possa haver mais acusações deste tipo. Se tal suceder, suspenderei preventivamente qualquer pessoa que esteja nessa situação”, sublinhou.

Sobre o caso do funcionário A.P., Catalina Pestana revelou que soube do que se passou através de uma “senhora que se identificou” como mãe de João A. “Na conversa que tivemos, disse-me que o jovem, que tem 21 anos, estava muito em baixo e que não queria deslocar-se à Casa Pia para ser apoiado pela equipa de emergência do dr. Pedro Strecht. Informei-a de que o jovem não tem que vir e que a equipa a vai contactar para se encontrar com ele, onde ele quiser”, acrescentou ao nosso jornal.

Catalina Pestana adiantou, também, que, até ontem, o DIAP não a informou da queixa/denúncia apresentada pela mãe de João A. “Com a Polícia Judiciária estamos em permanente articulação. Admito que o DIAP articule em permanência com a Polícia Judiciária”, esclareceu.

“ATENDO TODA A GENTE”

Apesar destas palavras, a provedora reconheceu que se não tivesse sabido do caso, era possível que, a partir do dia 20 deste mês, o alegado pedófilo voltasse a ter contactos com as crianças do Colégio Maria Pia. “Não vou entrar em comentários sobre a forma de actuação de outros departamentos da administração pública. No entanto, em casos semelhantes, peço que contactem com a Polícia Judiciária. E se quiserem falar comigo, façam-no que eu atendo toda a gente”, concluiu.

FILMADO NA CASA DE JORGE RITTO

Na queixa/denúncia que foi apresentada no DIAP e no relato à Polícia Judiciária, o Correio da Manhã sabe que a mãe de João A. contou que o jovem João A. era um dos frequentadores da casa do embaixador Jorge Ritto, em Cascais, tendo sido fotografado e filmado nas “orgias sexuais” em que era obrigado a participar.

Além disso, a mãe do jovem falou de um médico – do posto clínico da Av. Afonso III, em Lisboa, perto do Colégio Maria Pia – que ordenava “sempre” às crianças para “tirarem as cuecas”, quando em causa estavam “simples dores de garganta” ou um ferimento na cabeça. O CM sabe que além das crianças, o médico também pedia aos educadores para se despirem.

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