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"Mulher deve ficar em casa”

O novo cardeal, diz que o Estado deve apoiar mais as famílias, para evitar que a mulher tenha de trabalhar fora de casa
17.02.12
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"Mulher deve ficar em casa”
Foto Secundino Cunha

D. manuel monteiro de castro nasceu a 29 de Março de 1938 em Santa Eufémia de Prazins, Guimarães. Ordenado padre em 1961 e bispo em 1985, foi embaixador da Santa Sé em mais de uma dezena de países. É penitenciário-mor da Santa Sé desde Janeiro deste ano. 

Correio da Manhã – A partir de amanhã será candidato a Papa. É um motivo de alegria?

D. Manuel Monteiro de Castro – A partir de amanhã serei apenas cardeal da Igreja Católica, e, nessa condição, um directo colaborador do Santo Padre. É claro que sinto uma grande alegria e uma grande satisfação pela confiança depositada em mim por Bento XVI.

– O que faz a Penitenciária Apostólica, o tribunal eclesiástico que agora lidera?

– A função deste tribunal é, resumidamente, perdoar os pecados mais graves, que não podem ser absolvidos pelo sacerdote, como, por exemplo, a profanação do Santíssimo ou a excomunhão. Mantendo sempre o sigilo da pessoa, analisamos os casos e aplicamos a respectiva penitência.

– Pode perdoar quem for excomungado pelo Papa?

– Com certeza. Cumprimos a misericórdia de Cristo.

– Como sabe, há cada vez menos pessoas a confessar-se. A que se deve, em sua opinião, essa situação?

– Isso acontece sobretudo na Europa, onde o número de católicos tem diminuído, ao contrário das restantes regiões do mundo. É uma das nossas grandes preocupações e que vai merecer, da minha parte, especial atenção.

– Vai pedir aos padres que se dediquem mais à confissão?

– Vou. E vou também pedir para que, nos casos em que tenham sido retirados, voltem a colocar os confessionários nas igrejas. A confissão é um sacramento vital.

– Tem acompanhado a situação difícil que Portugal atravessa?

– Tenho. Acho que o País vai ultrapassar este momento, mas os governantes têm de ter noção de que é necessário pagar o que se deve. Mas o maior problema de Portugal é outro…

– Qual?

– O pouco apoio que o Estado dá à família. A mulher deve poder ficar em casa, ou, se trabalhar fora, num horário reduzido, de maneira que possa aplicar-se naquilo em que a sua função é essencial, que é a educação dos filhos.

– Vai continuar a visitar frequentemente Portugal?

– Sempre e cada vez mais.

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