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Naturistas têm muitas queixas

O mar da tranquilidade. Foi este o panorama que o CM encontrou ontem no sector da praia da Estela (Póvoa de Varzim) habitualmente utilizado por algumas dezenas de praticantes de naturismo.
09.08.10
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Naturistas têm muitas queixas
Cresce todos os anos o número de frequentadores do oásis naturista do Norte de Portugal Foto Daniel Rodrigues

No dia anterior, o vereador do PS do município acusou a prática de actos sexuais no areal e a existência de conflitos entre os nudistas e os moradores da zona. "São calúnias injustamente lançadas contra cidadãos pacíficos", classificou um dos nudistas. "Conflitualidade entre os moradores e nós? Como, se nas imediações não existem sequer casas ou edifícios de habitações?", contestava Jorge Cardoso, um habitual frequentador da praia da Estela. Para este engenheiro civil, adepto do "nudismo" desde a juventude, os naturistas é que têm fartos motivos de queixa. "Com frequência, nós é que nos sentimos incomodados, por pessoas vindas da praia do Têxtil, que se aproximam de nós, mirando-nos com um olhar voyeur, como se fossemos uns animais exóticos", acusa.

A indignação também é evidente na voz de Carlos Silva, técnico de multimédia. "Há dois anos, um grupo numeroso invadiu este pedaço, armado com paus e pedras, intimidando-nos de modo agressivo e chegaram a agredir alguns nudistas", recorda.

Deitadas no areal, a escassos metros de distância de uma descontraída família naturista, as irmãs Sandra e Soraia Almeida reagem com ironia aos alegados actos sexuais indecorosos. "Sexo? Não me vejo a praticar incesto com a minha irmã! São insinuações vindas de pessoas sexualmente complexadas", ilustra Sandra, que confessa ter descoberto o refúgio da Estela há pouco tempo.

"MENTIRAS SEM PROVAS"

Teófilo Relvas, presidente do Clube de Naturistas do Norte, não hesita em qualificar como uma "vergonhosa difamação" o conteúdo das denúncias feitas no sábado pelo vereador socialista da Câmara Municipal da Póvoa de Varzim, Renato Matos, que acusou a prática de "actos sexuais" na praia da Estela. Segundo Teófilo Relvas, não existe registo da mínima tensão entre naturistas e moradores. "Muito menos constatei, nos últimos três anos de frequência da praia, qualquer acto de natureza sexual entre os naturistas. A Estela não é comprovadamente utilizada como ponto de encontro sexual", garante. A inexistência de actos indecorosos é testemunhada por uma fonte da Polícia Marítima local. "Este ano, assim como no anterior, não recebemos queixas por atentado aos bons costumes".

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