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Novo navio português custa 10 milhões de euros

"Aguardamos uma resposta da União Europeia, cujo prazo normal é até setembro. A comparticipação nacional para o projeto será de 1,5 milhões de euros", disse o secretário de Estado do Mar.
20.04.13
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O novo navio oceanográfico português de apoio às pescas e investigação vai custar 10 milhões de euros e poderá entrar ao serviço ainda este ano, disse hoje o secretário de Estado do Mar, Manuel Pinto Abreu.

O objetivo é substituir o "velhinho" navio "Noruega" por um outro, usado e posteriormente adaptado para permitir uma investigação "mais forte na área dos recursos e identificação da biodiversidade", conforme explicou o governante.

Essa aquisição será garantida com recurso a financiamento de países europeus, através de um projeto nacional já formalmente entregue e que está avaliado em 10 milhões de euros.

"Aguardamos uma resposta da União Europeia, cujo prazo normal é até setembro. A comparticipação nacional para o projeto será de 1,5 milhões de euros", disse ainda o secretário de Estado do Mar, à margem de uma visita oficial a Viana do Castelo.

Manuel Pinto Abreu assumiu que o navio a adquirir através deste projeto, financiado por países como Noruega, Islândia e Liechtenstein, além da União Europeia, sofrerá inicialmente "pequenas adaptações", para poder entrar em operação rapidamente. Os restantes trabalhos serão realizados posteriormente, em Portugal.

"Gostaria que o navio chegasse em 2013", disse o governante.

Fonte da Secretaria de Estado do Mar tinha já avançado à Lusa, em 2012, que o "Noruega" é atualmente "o único navio oceânico de investigação haliêutica [arte da pesca] de que o país dispõe", após o abate, em 2008, do "Capricórnio".

Até 2005, esteve também ao serviço o "Mestre Costeiro" para a investigação haliêutica costeira. Desta frota, só resta o "Noruega", já com 35 anos de serviço "e a necessitar de substituição", explicou a mesma fonte.

Em causa está a capacidade de investigação haliêutica, "vital para o país, por ser ela que assegura a monitorização e controlo sistemático dos 'stocks' dos nossos recursos piscícolas".

"Atividades permanentes a que Portugal se encontra obrigado no âmbito das políticas europeias relativas à pesca e à conservação dos recursos e biodiversidade", previstas pela Política Comum de Pescas e Diretiva Quadro de Estratégia Marinha.

"E, em geral, todas as atividades relativas à sustentabilidade, gestão e preservação dos recursos naturais que sustentam as nossas indústrias pesqueira e conserveira, entre outras", rematou a fonte.

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1 Comentário
  • De Bejecaz20.04.13
    Lindo lindo é dizerem que o "Noruega" é "velhinho" com 35 anos. Existem navios da marinha com 40 anos, a navegar e ninguém fala em substituí-los. Pelo contrário, ainda os põem a navegar 8 meses por ano.
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