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“O medo maior é que possa haver mortes”

José Manuel Anes, Pres. do Obs. Segurança, Criminalidade e Terrorismo (OSCOT), fala sobre policiamento da cimeira da NATO.
05.11.10
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“O medo maior é que possa haver mortes”
Foto DR

Correio da Manhã – Confirma que já estão em Portugal alguns elementos de grupos internacionais violentos prontos para manifestações contra a cimeira da NATO?

José Manuel Anes – Sim. Temos informação de que já estão em Portugal alguns membros. No entanto, ainda são poucos e os elementos mais perigosos chegam na próxima semana.

– O que está a ser feito para evitar confrontos nos dias 19 e 20 de Novembro?

– Estão todos a ser acompanhados de perto e a informação da sua fixação em Portugal só foi possível graças à cooperação policial entre os países. Isto permite-nos saber várias características, referências e até onde estão localizados.

Há uma preocupação especial sobre os Black Block?

– Sim, sem dúvida. Têm uma actuação muito particular. São especializados, com uma formação militar, que se aproveitam de manifestações pacíficas para entrar em confronto. O medo maior é que possa haver mortes, resultado desses confrontos, como em outros países europeus.

– A par desta ameaça de grupos anarquistas teme-se a actuação de grupos terroristas?

– Há o confronto de várias ameaças, desde de anarquistas até islamitas. Ultimamente, a ameaça terrorista tem vindo a aumentar cada vez mais, em especial na Europa, e estamos atentos a isso. Não podemos desvalorizar.

– Considera a polícia portuguesa suficientemente preparada para a cimeira da NATO?

– As nossas forças de autoridade são capazes e competentes, cada vez mais especializadas e não tenho dúvidas de que vão estar à altura do evento. O problema é mesmo a nível material, que pode não ser suficiente.

– Está a referir-se ao atraso dos equipamentos e dos blindados?

– Sim. Mas temos a garantia de que podemos utilizar as viaturas da GNR que estão de reserva.

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