Os passos da PJ até à detenção da filha e genro da professora do Montijo

Relação familiar com histórico de violência levantou suspeitas.
07.09.18

A Polícia Judiciária (PJ) seguiu várias linhas de investigação no desaparecimento da professora do Montijo, Amélia Fialho, até à detenção da filha e do genro, os agora suspeitos do crime.

A mulher tinha desaparecido e com ela desapareceram também documentos, telemóvel e carregador tendo aparelho sido mantido sempre desligado. Ao que CM apurou, o telemóvel foi desligado horas antes da altura em que os familiares disseram que a professora de Físico-Química tinha desaparecido. 

A relação entre mãe e filha foi uma das linhas de investigação. Há registo de pelo menos um episódio de violência reportado por Amélia Fialho às autoridades contra a filha. A queixa data de 2014. A filha, porém, garante ter uma relação "harmoniosa" com a mãe.

"Ela jantou connosco por volta das 21h00 e depois disse que ia sair", contou ao CM a filha, Diana Fialho. A partir daí, nunca mais deu sinal de vida. 

As diligências da PJ de Setúbal, iniciadas esta quarta-feira, focaram-se na relação difícil da professora com a filha e genro. A Judiciária acredita que na sequência de inúmeras desavenças o casal delineou "um plano, executado conjuntamente, para lhe tirar a vida".

Assim, revela a PJ, "no passado dia 1 do corrente, pela hora do jantar, usando fármacos, colocaram-na na impossibilidade de resistir, agrediram-na violentamente no crânio com um objeto contundente, colocaram-na na bagageira de uma viatura e transportaram-na para a zona de Pegões, onde, com recurso a um acelerante, lhe pegaram fogo. O corpo foi localizado, completamente carbonizado, no passado dia 5 do corrente, à noite".

 

 

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