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Padre Feytor Pinto agredido na igreja

O padre Vítor Feytor Pinto foi ontem agredido na igreja do Campo Grande, em Lisboa, no final da missa das 12h00, quando cumprimentava os fiéis ainda paramentado.
18.07.05
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Padre Feytor Pinto agredido na igreja
Feytor Pinto mostra aos agentes da PSP os óculos partidos pelo mendigo Foto Gonçalo Oliveira
Ao pároco do Campo Grande já não lhe bastava ver o seu nome envolvido numa carta remetida em nome dos responsáveis do ‘site’ www.pensabem.net – a incentivar à denúncia junto do Vaticano da opinião de Feytor Pinto sobre o uso do preservativo. Foi agredido por um mendigo habitual à porta da igreja.
Na origem dos distúrbios, uma breve declaração no fim da missa. O pároco pediu aos fiéis para não darem esmolas à porta da igreja, – e que dissessem aos mendigos para se dirigirem à obra de assistência social da paróquia onde lhes seria prestado apoio alimentar.
Escassos minutos depois, um mendigo entrou na igreja: insultou o padre, deu-lhe uma bofetada, arrancou-lhe os óculos da cara e pisou-os no chão. O agressor ainda tentou repetir a agressão. Só não o conseguiu porque vários fiéis surgiram em defesa de Feytor Pinto.
No exterior da igreja, o homem retirou dez euros de uma banca onde eram vendidas camisolas no âmbito de uma campanha de recolha de fundos para a deslocação de fiéis à Jornada Mundial da Juventude, a Colónia (Alemanha).
Uma patrulha da PSP foi chamada ao local. O mendigo disse que se revoltou por o padre ter pedido para não lhe darem esmolas – e devolveu o dinheiro que retirara da banca. Feytor Pinto está disposto a apresentar queixa contra o agressor.
"CARTAS ANÓNIMAS PARA O LIXO"
Fiéis da paróquia do Campo Grande estavam ontem indignados com a circulação de uma carta anónima enviada por ‘e-mail’ que apela à denúncia junto do Vaticano da posição do padre Feytor Pinto sobre o preservativo.
Ao CM, muitos fiéis mostraram-se solidários com o pároco do Campo do Grande – que admite o uso do preservativo quando, por exemplo, um dos membros do casal está infectado com o vírus da SIDA. “O Homem tem de dar valor à vida, não pode matar ninguém e não pode adoptar a imoralidade sistemática”, disse Feytor Pinto em entrevista publicada na edição do último dia 11.
“O lugar das cartas anónimas é no arquivo vertical, ou seja, no lixo”, disse, ontem, durante a homilia. “Não julgues para não seres julgado”, acrescentou, sublinhando, no final, o “dever de não julgar e não condenar”, porque “quem o fizer não é cristão”.
QUEIXA AO VATICANO
"PRESERVAR A VIDA"
“As afirmações do padre Feytor Pinto sobre o uso do preservativo não saem da linha orientadora da Igreja. Ele diz que o mais importante é preservar a vida, com a adopção de uma atitude responsável e sem que haja uma banalização do sexo.” João Afonso (39 anos)
"OUVIR EM VEZ DE CASTIGAR"
“A posição do padre Feytor Pinto é a de um comunicador que procura ouvir as partes com sabedoria e ver as causas mais profundas de cada homem. É uma visão próxima de Jesus Cristo. Ou seja, uma visão misericordiosa em vez de castigar ou julgar.” Maria Rosário Azevedo (38 anos)
"RESPEITAR AS IDEIAS"
“Cartas anónimas sobre as ideias do padre Feytor Pinto existem porque uma das maiores dificuldades existentes é aprender a respeitarmo-nos sempre uns aos outros. Importante é que a Igreja vive para lá das divergências e sabe construir uma verdade no espírito da tolerância.” António Azevedo (40 anos)

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