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Pai faz queixa de "Viva o Benfica"

A inclusão da expressão 'viva ao Benfica' na cantilena "atirei o pau ao gato" de um jardim-de-infância da Ericeira, Mafra, motivou a queixa de um pai ao Ministério da Educação, por desrespeitar a pluralidade de gostos.
22.03.12
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Pai faz queixa de "Viva o Benfica"
Adepto do FC Porto, um pai da Ericeira recusa que a professora ensine a filha a cantar 'Viva o Benfica' Foto Paulo Calado/Record

Na queixa enviada, a que a agência Lusa teve hoje acesso, Eduardo Mascarenhas, pai de uma menina de quatro anos, manifestou-se contra o facto de a educadora ter feito uma adaptação, ao ensinar as crianças a cantar "vai-te embora pulga maldita/batata frita/viva o Benfica" várias vezes ao dia.

O encarregado de educação, que se apresenta como um adepto não muito "ferrenho" do Futebol Clube do Porto, considera que se trata de uma "situação de lavagem e de indução ao comportamento" das crianças alimentada pela educadora e pelos responsáveis do agrupamento, todos benfiquistas.

"Compromete os valores fundamentais da escola, ou seja, o respeito pela diferença e pela individualidade, o fomento da pluralidade de gostos e o civismo", refere na queixa, lembrando que "a escola deve ser um espaço onde nem política, nem religião, nem clubismos desportivos devem ser alimentados".

Contactado pela Lusa, o director do Agrupamento de Escolas da Ericeira, Alfredo Carvalho, optou por não prestar declarações.

Do agrupamento, o pai da menina, que frequenta o jardim de infância de Santo Isidoro, diz que tem vindo a receber como resposta que a maioria das crianças é do clube: De um total de 13 crianças da sala, apenas duas não são benfiquistas.

Eduardo Mendes disse à Lusa que detectou a alteração à letra da cantilena logo no início do ano, mas a situação tem vindo a agudizar-se, ao interferir nas relações entre os alunos.

Depois de a educadora lhe ter alegadamente respondido que "quem está mal, muda de escola" e de ter tido uma reunião sem sucesso com a direcção do agrupamento, o docente tenciona transferir a filha para outro estabelecimento.

A queixa foi enviada ao Ministério da Educação, Inspecção Geral de Educação, Direcção Regional de Educação de Lisboa e Vale do Tejo e Agrupamento de Escolas da Ericeira. 

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