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Pais do empresário de Braga assassinado "não fizeram luto porque não há corpo”

Irmão de João Paulo Fernandes relata aos juízes o sofrimento vivido pelos pais há 18 meses.
Por Manuel Jorge Bento|15.09.17
"A morte do meu irmão foi como tirar o chão à minha mãe. Ainda hoje ela está sob antidepressivos e calmantes. Tanto está bem como a encontramos a gritar e a chorar. O meu pai é mais rijo, mas também quebra. E eles não fizeram o luto porque não há corpo". O sofrimento dos pais de João Paulo Fernandes - empresário sequestrado, morto e dissolvido em ácido, há 18 meses - foi ontem descrito por Luís Miguel Fernandes, um dos três irmãos da vítima, no julgamento da Máfia de Braga, que decorre no Tribunal S. João Novo, Porto.
Pais do empresário de Braga assassinado "não fizeram luto porque não há corpo”

Confirmou que foi João Paulo Fernandes que apresentou Pedro Bourbon ao pai, de 73 anos, quando este procurava preservar imóveis no valor de dois milhões de euros, devido às dificuldades de tesouraria da sua construtora e promotora imobiliária. Foi contratado a 3 mil euros/mês.

"A estratégia era constituir uma firma e simular a compra dos bens enquanto se trabalhava na recuperação das empresas", disse Luís Fernandes. As relações entre a família e o arguido deterioraram-se quando o pai de João Paulo Fernandes deixou de ter fundos para lhe pagar. Os bens nunca regressaram aos donos. "Como o João Paulo foi o elo de ligação, era uma peça importante para denunciar", diz, convencido de que a situação gerou o crime.

Bourbon era advogado da Climalit, de João Paulo Fernandes. O irmão indicou que Emanuel Paulino, ‘Bruxo da Areosa’, iria entrar naquela empresa para "persuadir" a construtora ABB a pagar 750 mil euros em falta.


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