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PSP diz não haver dinheiro

Guilherme Guedes da Silva, director nacional adjunto da PSP, reconheceu ontem que os cortes orçamentais "terão os seus custos no material" – manutenção de veículos e compra de equipamento –, dando razão a Paulo Rodrigues, presidente da Associação Sindical dos Profissionais da Polícia, que "falou muito bem". "Mas mesmo com os cortes temos que funcionar", disse aquele responsável perante os deputados da Subcomissão Parlamentar de Segurança Rodoviária.
16.12.10
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PSP diz não haver dinheiro
Guedes da Silva, director nacional adjunto, esteve ontem na Assembleia Foto Vasco Neves

Esse foi "um dos vários pontos" apontados por Paulo Rodrigues quanto aos problemas que a PSP terá de enfrentar no próximo ano e que foram reafirmados anteontem, por várias forças de segurança, numa vigília frente à residência oficial do primeiro-ministro.

Já no que toca aos meios humanos, Guedes da Silva não prevê que aconteça alguma coisa "a não ser que faltem os ordenados. Mas isso nem me passa pela cabeça", disse, recordando que, mesmo com menos verbas, a PSP "tem conseguido cumprir os objectivos". Ao admitir que os cortes no próximo ano podem ter consequências na manutenção e na renovação do material operacional, avançou que a solução será a de ter "capacidade e engenho de as conseguir ultrapassar".

Quanto à possibilidade de transferência das divisões de trânsito da PSP de Lisboa e do Porto para as polícias municipais, Guedes da Silva foi peremptório: "Não vejo com bons olhos. Há questões que ultrapassam o mero estacionamento. Há questões de ordem criminal e o órgão de polícia criminal nestas duas cidades é a PSP". Considerando esta possível transferência como um "mau princípio", o director nacional adjunto da PSP defendeu que "as divisões de trânsito devem continuar integradas num órgão de vertente criminal".

Na semana passada, Rui Rio, presidente da Câmara do Porto, disse que o protocolo de transferência das divisões de trânsito do Porto e Lisboa para as polícias municipais estava "numa fase adiantadíssima". Considerou ainda que "em matéria de trânsito – não tem nada a ver com o combate ao crime ou com a segurança – o que hoje existe, na melhor das hipóteses, é uma duplicação".

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