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RÉU MANDADO EM PAZ

José Agostinho, o homem de 56 anos que escapou a uma tentativa de suicídio e que acabou acusado de porte e uso de arma ilegal, foi considerado ontem inimputável e, por isso, absolvido pelo Tribunal Judicial de Almeirim. "Vá em paz", disse o juiz ao réu, que, ao contrário do que está determinado, e por ter ficado cego devido ao disparo, ouviu a sentença sentado no banco dos réus.
06.06.03
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RÉU MANDADO EM PAZ
José Agostinho respirou de alívio após a leitura da sentença Foto Manuel Moreira
De acordo com o juiz Hélder Fráguas, ficou provado que, na altura dos factos, a 1 de Junho de 2002, José Agostinho estava num estado de "depressão grave" e "sem capacidade de discernimento". Tal como o CM noticiou ontem, ao início da noite de 1 de Junho de 2002, José Agostinho disparou uma única bala, que lhe atravessou a cabeça e danificou-lhe o nervo óptico, cegando-o.
A arma utilizada, uma pistola que tinha sido adquirida por 30 contos em França, há mais de 16 anos, era ilegal, o que motivou a acusação. Na noite do crime, a Polícia apreendeu também em casa de José Agostinho uma caçadeira, cuja a licença já tinha caducado.
Contudo, e apesar de dar como provada a detenção ilegal das armas, o juiz levou em conta a situação psicológica de José Agostinho na altura considerando-o inimputável - também agora - dispensando o internamento. "O arguido está arrependido, encontra-se a receber tratamento, está integrado num projecto e a sua situação familiar é estável", considerou o magistrado.

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