SADO É CAIXOTE DE LIXO FABRIL

O derrame de fuelóleo que na quinta-feira à tarde atingiu o estuário do Sado não foi inédito. “Já não é a primeira vez que acontece e nem sempre os responsáveis são apanhados. Só quando há denúncias”, disse ao CM Carlos Marques, da Direcção de Navegação e Segurança da Administração dos Portos de Setúbal e Sesimbra (APSS) e responsável pelo trabalho de remoção do fuelóleo derramado.
06.11.04
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Durante oito horas (anteontem) e dez horas (ontem) as equipas da APSS recolheram o fuelóleo oriundo da empresa Mota Pereira & Martins, do parque industrial Sapec Bay, que não terá informado as autoridades do acidente. A mancha de nafta foi detectada ocasionalmente por um funcionário da APSS.
A descarga, através da rede de águas pluviais, atingiu uma pequena baía, onde a corrente é muito fraca, o que facilitou a colocação de barreiras de protecção e a recolha dos hidrocarbonetos. A rede de esgotos começou a ser limpa por uma empresa privada.
De acordo com o responsável da APSS, o volume de nafta derramado não chegará a uma tonelada; segundo o Ministério do Ambiente, terão sido 400 litros.
A Inspecção-Geral do Ambiente esteve no terreno e foi aberto um inquérito. António Sabino Canana, responsável da empresa Mota Pereira & Martins, explicou ao CM que o derrame deu-se quando “um dos tubos de alimentação do maçarico que aquece inertes e alcatrão rebentou. O maçarico desligou-se e o empregado tentou ligá-lo. O óleo começou a escorrer para as águas pluviais”.
O responsável garantiu que foi a primeira vez que aconteceu uma descarga deste género e que “só terão sido uns 50 ou 60 litros”. A empresa sujeita-se ao pagamento de uma multa que pode atingir os 45 mil euros.

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