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Vieira informado sobre as ofertas a "toupeiras"

Convites para a Luz eram pedidos por mail com o conhecimento do presidente do Benfica.
Por Henrique Machado, Tânia Laranjo e Magali Pinto|07.03.18
Quando pedia à funcionária Ana Zagalo, do Benfica, convites destinados a Júlio Manuel Loureiro, para que o funcionário judicial pudesse assistir, com amigos e familiares, aos jogos no estádio da Luz, Paulo Gonçalves enviava sempre os mails com conhecimento do presidente Luís Filipe Vieira.

O que mostra que Vieira estava por dentro das ofertas do seu braço-direito e responsável pelo departamento jurídico – contrapartidas que levaram ontem à detenção de Gonçalves. Responde por corrupção ativa, visto que, em troca, dois funcionários judiciais forneciam peças processuais do caso dos mails – e de outros, até que visassem os rivais do Sporting e FC Porto –, em que o Benfica e os seus dirigentes estão a ser investigados por corrupção desportiva, num esquema com alguns árbitros, por alegado favorecimento.

Foi assim, por exemplo, dias antes do Benfica-FC Porto de 1 de abril de 2017, num mail em que Gonçalves pede três bilhetes para Loureiro no segundo piso; e, uma semana depois, quando solicita quatro convites para que o funcionário do tribunal de Guimarães assista, com amigos, a outro jogo, no piso 1 – mais conhecido por anel VIP.
O presidente das águias sabia destas ofertas, como comprovam os mails tornados públicos – mas, como os documentos foram obtidos de forma ilícita, é uma prova que a Unidade de Combate à Corrupção da PJ e o DIAP não pode usar. E, também por isso, Vieira não foi, ainda, indiciado por corrupção.

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