Ministério ataca listas de espera

Portaria obriga hospitais a monitorizar as listas de espera para cirurgia de modo a não ultrapassem os tempos máximos.
Por Sónia Trigueirão|12.09.14
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Ministério ataca listas de espera
Doentes com cancro estão a ultrapassar o tempo de espera Foto Hugo Rainho

Uma alteração à portaria que regulamenta o Sistema Integrado de Gestão de Inscritos para Cirurgia (SIGIC) vai obrigar a um acompanhamento e monitorização semanal dos utentes oncológicos, classificados com prioridade de nível 3 e 4, bem como dos doentes em lista de espera para realizar operações, com diagnóstico de neoplasia maligna.

O Ministério da Saúde quer uma maior responsabilidade da parte das Unidades Hospitalares de Gestão de Inscritos para Cirurgia (UHGIC) e dos diretores clínicos em relação aos doentes com cancro. Esta exigência surge depois de o balanço da atividade cirúrgica no Serviço Nacional de Saúde (SNS) ter revelado que, em 2013, um quarto dos utentes com cancro esperava tempo de mais por uma cirurgia.

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Segundo a portaria assinada pelo secretário de Estado Adjunto do ministro da Saúde, Fernando Leal da Costa, as UHGIC passam a enviar as listas nominais aos diretores clínicos dos hospitais onde os doentes são seguidos. Compete depois aos diretores clínicos, segundo o mesmo documento, proceder ao agendamento para cirurgia desses utentes e reportar mensalmente às Unidades Regionais de Gestão de Inscritos para Cirurgia (URGIC), que estão sediadas nas Administrações Regionais de Saúde (ARS), a lista de espera de doentes que ultrapassam os tempos máximos de resposta garantidos.

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