Arménio Carlos: "Governo está a violar a lei"

O secretário-geral da CGTP-IN acusou esta sexta-feira, em Coimbra, o Governo de estar a cometer "uma violação grosseira" da lei, em relação a nove enfermeiros subcontratados do Hospital Rovisco Pais, na Tocha, no concelho de Cantanhede.
22.06.12
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Arménio Carlos: "Governo está a violar a lei"
Arménio Carlos, secretário-geral da CGTP-IN, com os enfermeiros subcontratados Foto Lusa

"O Governo está a violar a lei e isso, num Estado de direito, é gravíssimo", sustentou Arménio Carlos, num encontro com os enfermeiros que, desde a tarde de quinta-feira, estão a fazer uma vigília junto das instalações da Administração Regional de Saúde do Centro (ARS-C), em Coimbra.

Os enfermeiros subcontratados do Centro de Medicina de Reabilitação da Região Centro - Rovisco Pais recusam a proposta da administração, que quer baixar a sua remuneração dos actuais 915 euros (líquidos) mensais para "cerca de 500 euros ilíquidos".

O líder da CGTP-IN deslocou-se ao local onde os enfermeiros pernoitaram e se manterão em vigília até às 18h00 desta sexta-feira, para lhes manifestar "toda a solidariedade" da central sindical e sublinhar a importância que atribui a esta acção de protesto "contra uma injustiça e uma ilegalidade".

O Governo e os responsáveis do Hospital Rovisco Pais "querem que seja assim, mas não pode ser assim" e "a vossa luta reflectir-se-á noutras pessoas", disse Arménio Carlos, sugerindo aos enfermeiros que "solicitem uma reunião urgente à Inspecção-Geral da Administração Pública" (IGAP).

Os enfermeiros subcontratados daquela unidade de saúde estão, há três anos, a "ocupar o seu posto de trabalho, são necessários, estão a recibo verde" e sem direito a férias, "trabalham por turnos", desempenham "um trabalho qualificado e querem-lhes pagar 5,63 euros por hora", sintetizou Arménio Carlos.

Por isso, "a solução é contratar os enfermeiros ou abrir um concurso para os admitir", afirmou o líder da CGTP, defendendo a abertura de "medidas de excepção", se para isso forem necessárias.

Esta situação representa a "desvalorização do trabalho", é "um atentado à dignidade do trabalhador" e, além de ilegal, inscreve-se no "ataque ao Serviço na Nacional de Saúde", concluiu Arménio Carlos.

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