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Crato teme que abandono suba sem vocacionais

Fim dos cursos vocacionais pode levar mais alunos a deixar precocemente a escola, alerta antigo ministro da Educação.
Por Bernardo Esteves|13.11.17
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O ex-ministro da Educação Nuno Crato receia que o fim dos cursos vocacionais, lançados por ele em 2012, provoque uma subida do abandono escolar. "É difícil prever, mas tenho medo que com o fim dos cursos vocacionais não se continue o caminho de redução do abandono escolar, que caiu de 25% para menos de 14% entre 2011 e 2015", disse ao Correio da Manhã, notando que em 2016 já houve uma inversão da tendência, com um ligeiro aumento de 0,4% no abandono escolar precoce.

Crato substituiu os cursos de educação e formação (CEF) pelos vocacionais porque "a escolaridade obrigatória tinha aumentado e os CEF eram ofertas dispersas que deixaram de fazer sentido". O atual Governo reverteu a medida, acabando com os cursos vocacionais e reativando os CEF.

Albino Pereira, diretor do agrupamento de Vilela, em Paredes, diz que "o modelo CEF é melhor, porque tem fundos europeus e aloca mais técnicos". Mas defende outra solução. "Os vocacionais e os CEF são estratégias para tentar remediar, depois de o mal estar feito. A nossa aposta é levar todos os alunos até ao 10º ano no ensino regular, investindo em mais apoios, tutorias e menos alunos nas turmas com mais dificuldades", afirma Albino Pereira, diretor de uma escola onde a retenção foi quase nula no ano letivo passado.

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