Greve a exames na forja

Plataforma sindical vai fazer questionário aos professores para escolher novas formas de protesto. Paralisação nos exames é uma das hipóteses.
Por Bernardo Esteves|06.10.14
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Greve a exames na forja
Cerca de dois mil docentes e famílias juntaram-se ontem em protesto no Dia Mundial do Professor Foto António Cotrim / Lusa

Os sindicatos voltaram ontem a exigir a demissão do ministro Nuno Crato, na sequência da polémica com a Bolsa de Contratação de Escola (BCE). No Dia Mundial do Professor, cerca de dois mil docentes concentraram--se no Rossio e marcharam até ao Largo Camões, em Lisboa. No final, a plataforma sindical (formada pela Fenprof e mais seis sindicatos pequenos) distribuiu aos jornalistas um questionário que este mês será respondido pelos professores nas escolas. O objetivo é perceber quais as maiores preocupações da classe e quais as formas de luta que defendem. A greve aos exames é uma das hipóteses.

Uma das perguntas é: "Quais as ações que consideras adequadas e às quais admites que será mais forte a adesão dos professores como vista a travar a ofensiva do Governo?". As opções de resposta vão de simples "abaixo-assinados" ou "distribuição de comunicados à população" até à "greve de um dia", "greve por períodos limitados do dia", "greves rotativas (por exemplo, por setores ou grupos, por distritos ou regiões)", "greve em período de avaliações" ou "greve em período de exames nacionais". Os professores devem responder numa escala de 1 (muito mobilizadora e muito eficaz) a 4 (nada mobilizadora e nada eficaz).

Mário Nogueira (Fenprof) apontou baterias à Tabela Remuneratória Única, acusando o Governo de querer voltar aos anos 80 e acabar com os estatutos da carreira. "Como concretizaremos a luta? A decisão será dos professores. A última vez que isso aconteceu, em 2013, levámos por diante uma grande luta, de 3 semanas de greve em período de avaliações finais e coincidente com dia de exames", disse.

Nogueira exige a divulgação das listas da BCE e "indemnização" para os professores afastados. E acusou Crato de ter "desprezo pelos problemas que criou a milhares de pessoas". "Deve renunciar ou ser demitido", rematou.

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