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Médicos exaustos desvalorizam doentes

39 por cento dos profissionais reconhecem que tratam utentes com distanciamento e frieza.
Por Teresa Oliveira|29.11.16
Os jovens médicos, particularmente os internos e os que trabalham nas urgências, são os que se sentem mais distanciados do doente (despersonalização), mais exaustos e profissionalmente menos realizados – três indicadores de ‘burnout’. A conclusão é de um inquérito, pedido pela Ordem dos Médicos, no qual 66% dizem estar em exaustão emocional, devido à falta de recursos e condições de trabalho.

"Os jovens médicos estão sujeitos a uma enorme sobrecarga de trabalho, a uma imensa privação de sono. Sentem-se afastados da sua profissão e dos próprios doentes. É um mecanismo de defesa que às vezes se traduz por uma certa frieza relativamente aos doentes e que resulta de toda a pressão a que estão sujeitos", explica ao CM o bastonário da Ordem dos Médicos, referindo-se apenas ao indicador despersonalização (39%).

José Manuel Silva afirma que os profissionais em formação "não podem ser encarados como uma força de trabalho a que se recorre para tapar buracos".

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  • De  Anónimo 29.11.16
    Em todas as profissões se dão cursos e formações para cada vez mais as pessoas se distanciarem dos problemas continuararem em frente sem olhar para o lado, é o amar no desapego é o fazer sem sentir é uma educação de frieza e distancia do seu semelhante apenas contam as estatísticas. Mudem o sistema.
2 Comentários
  • De  Anónimo 30.11.16
    Ter distanciamento do doente não é grave. Pagar uma urgência, e ser despachado com um anti-inflamatório, quando o quadro clínico é de uma hérnia do hiato, que não foi identificado, é grave. Assim, nas urgências, diagnósticos errados para despachar doentes, constituem ameaça grave aos doentes.
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  • De  Anónimo 29.11.16
    Em todas as profissões se dão cursos e formações para cada vez mais as pessoas se distanciarem dos problemas continuararem em frente sem olhar para o lado, é o amar no desapego é o fazer sem sentir é uma educação de frieza e distancia do seu semelhante apenas contam as estatísticas. Mudem o sistema.
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    De ElAlfredo05.12.16
    O distanciamento/frieza, é importante p/ sustentar a objectividade e eficácia, na abordagem aos doentes. O envolvimento emocional pode condicionar a lógica e o bom senso clínico. A INTENÇÃO de tratar adequadamente os doentes, e não despachá-los (números obrigatórias), é, penso, o cerne da questão.
     
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