Metade das turmas em risco nos contratos

Corte nos colégios pode afetar 9 mil alunos.
Metade das turmas em risco nos contratos
Pais de alunos de colégios exigem manutenção das turmas financiadas Foto Ricardo Almeida
O corte do Governo nos contratos de associação deverá afetar metade das 650 novas turmas de início de ciclo (5º, 7º e 10º anos) que os colégios pretendiam abrir este ano, segundo apurou o CM. Cerca de 9 mil alunos poderão ser afetados pela decisão do Ministério da Educação de não financiar estas turmas em zonas onde existe oferta pública.

Manuel Pereira, da Associação Nacional de Dirigentes Escolares, diz que "a escola pública tem lugar para mais de 70 por cento dos alunos". "Não é justo que para defender o privado se denigra a escola pública. Nós não selecionamos alunos e temos de cumprir regras a que os colégios não são obrigados."

Os diretores de escolas públicas próximas dos colégios estão a ser ouvidos pela tutela. "Temos condições para acolher oito turmas. O Estado está a pagar aos privados por um serviço para o qual tem capacidade", disse ao CM Jorge Saleiro, diretor do Agrupamento de Barcelos, cuja secundária fica junto ao Colégio La Salle. Já Filomena Vieira, diretora do Agrupamento de Argoncilhe, perto do Colégio Santa Maria de Lamas (Santa Maria da Feira), diz que pode receber "10 turmas". Dentro das cidades, as escolas públicas estão mais lotadas. Em Leiria, por exemplo, nenhuma básica tem condições para acolher alunos dos cinco colégios ali existentes.

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