Partidos devem cumprir promessa

Mário Nogueira lembrou ontem os partidos políticos que apoiaram os professores na luta contra o Governo PS que "é agora tempo de honrar os compromissos". O secretário-geral da Fenprof, que falava em Lisboa no auditório da escola Luís de Camões, nas comemorações do Dia Mundial do Professor, exigiu que sejam tomadas duas medidas de imediato: "A suspensão da avaliação de desempenho e o fim da divisão da carreira."
06.10.09
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Partidos devem cumprir promessa
António Nóvoa e Mário Nogueira foram os oradores Foto Manuel Moreira

'Vamos iniciar um novo ciclo político para o qual os professores deram um extraordinário contributo. Nenhum partido tem maioria absoluta e o próximo Governo terá de estar aberto ao diálogo social e político. É assim possível encarar com mais optimismo o futuro', disse Mário Nogueira, perante dezenas de docentes que encheram o auditório para a sessão promovida pela Fenprof. No átrio do auditório foi inaugurada uma exposição sobre a luta recente dos professores. O reitor da Universidade de Lisboa, António Nóvoa, foi o outro orador da sessão, tendo defendido que os professores ganham 'uma nova centralidade este século'. Nóvoa defendeu a 'avaliação interpares' e avisou que, 'caso contrário, outros farão esse papel'.

"POLÍTICAMENTE ISABEL ALÇADA É UMA INCÓGNITA": Mário Nogueira Secretário-geral da Fenprof sobrecomemoração do Dia Mundial do Professor

Correio da Manhã – Qual o significado deste dia para os professores?

Mário Nogueira – É um dia com um simbolismo importante para uma classe com um passado recente muito rico. Os professores lutaram por melhores condições, e por força da sua luta estão criadas condições novas para a mudança de políticas

– O que espera da nova correlação de forças na Assembleia da República?

– O próximo executivo vai ter de governar em condições diferentes, porque sozinho não tem maioria absoluta. Vai ter por isso de assumir um comportamento de abertura ao diálogo social e político. E claro que a Assembleia da República ganha protagonismo porque até aqui a única via que tínhamos era o Presidente da República não promulgar as leis.

– O PS vai formar Governo e não deverá rasgar as políticas do anterior executivo. Conta com os outros partidos para suspender a avaliação e acabar com a divisão da carreira?

– Os partidos políticos colocaram a Educação no centro do debate político. Todos os partidos, excepto o PS, defenderam a revogação do Estatuto da Carreira Docente e do modelo de avaliação de desempenho. E assumiram compromissos com os professores, não há muito tempo. Estamos à espera que, se o Governo não avançar com as mudanças, avancem os partidos.

– Isabel Alçada parece-lhe uma boa escolha para ministra da Educação?

– Como escritora é excelente, mas isso não quer dizer que seja uma excelente ministra. Mas o mais importante não são os nomes e sim as políticas. Precisamos de alguém que seja capaz de voltar a ganhar os professores. Isabel Alçada tem um perfil importante, que eu respeito, mas politicamente é uma incógnita. O importante é que o titular da pasta seja dialogante e esteja disponível para negociar.

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