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Realizador de "120 batimentos por minuto" quer mais ação na luta contra a Sida

Robin Campillo filmou uma geração que lutou contra o desespero e medo de morrer.
Por Lusa|05.12.17
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O realizador franco-marroquino Robin Campillo, que na quinta-feira estreia em Portugal o filme "120 batimentos por minuto", considera que falta vontade política e consciencialização da sociedade para acabar com a epidemia da Sida.

Distinguido em fevereiro com o Grande Prémio, o Prémio da Crítica e o Prémio Queer no Festival de Cinema de Cannes, "120 batimentos por minuto" traça um retrato de uma associação ativista - a Act Up - e de uma geração que enfrentou os primeiros anos de epidemia da doença, em França, nos anos de 1990.

Robin Campillo contou à agência Lusa, em Lisboa, que fez este filme a partir das memórias daquela época, porque foi militante da Act Up, e participou nas ações de esclarecimento e protesto junto de políticos, laboratórios farmacêuticos e da sociedade civil.

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