Transplante de pulmões obriga a mudança radical de rotina

Pessoas com mais de 65 anos ficam excluídas da lista de espera.
Por Francisca Genésio|28.01.18
O transplante pulmonar significa, para muitas pessoas, a última esperança de sobrevivência e todos têm que enfrentar o mesmo desafio: as listas de espera. Mas, se por um lado, a cirurgia significa uma nova oportunidade, o transplante pulmonar obriga também a uma mudança radical nos hábitos de cada doente.

Isto porque "o risco de infeção depois de um transplante é elevado, uma vez que os pulmões se encontram expostos constantemente ao ar, que contém bactérias que podem provocar doenças", disse ao Correio da Manhã Maria Manuela Santos, vice-presidente da Associação de Transplantados Pulmonares de Portugal.

O transplante de pulmão é feito em doentes cujos órgãos já não cumprem as suas funções. "A maioria das pessoas submetidas à cirurgia já teve ou tem doença pulmonar obstrutiva crónica, fibrose pulmonar idiopática, fibrose cística, entre outros problemas", explicou ao CM Carla Damas, pneumologista no Hospital de São João, no Porto.

Ainda assim, nem todos os utentes com doenças pulmonares associadas podem realizar o transplante. Utentes com idade superior a 65 anos ficam automaticamente excluídos da lista de espera.

pub

pub

Ver todos os comentários
Para comentar tem de ser utilizador registado, se já é faça
Caso ainda não o seja, clique no link e registe-se em 30 segundos. Participe, a sua opinião é importante!