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Venda de revistas da Impresa vai dar prejuízo de milhões

Grupo alienou 12 publicações por 10,2 milhões de euros, mas vai registar menos-valias de vários milhões.
Por Hugo Real|06.01.18
A venda da unidade de revistas à Trust in News (TiN) por 10,2 milhões de euros vai ‘forçar’ a Impresa a encerrar as contas de 2017 com um prejuízo significativo, que deverá ser superior a 10 milhões e poderá mesmo aproximar-se dos 20 milhões (de janeiro a setembro, a empresa teve um resultado negativo de 165 mil euros). Isto porque o grupo liderado por Francisco Pedro Balsemão vai "incorrer em imparidades do goodwill [valor atribuído à empresa que não é património, como marca, clientes e funcionários], que estão em fase de quantificação".

No final de 2016, o ‘goodwill’ da unidade de imprensa do grupo era de 32,3 milhões, mas incluía negócios que não foram vendidos, como o ‘Expresso’. Agora, ao valor que for calculado para o ‘goodwill’ das publicações vendidas (‘Activa’, ‘Caras’, ‘Caras Decoração’, ‘Courrier Internacional’, ‘Exame’, ‘Exame Informática’, ‘Jornal de Letras’, ‘TeleNovelas’, ‘TV Mais’, ‘Visão’, ‘Visão História’ e ‘Visão Júnior’) serão descontados os 10,2 milhões - cuja fatia maior será utilizada para abater dívida bancária -, para se chegar à menos-valia.

Recorde-se que em 2008 a Impresa comprou aos suíços da Edipresse os 50% que ainda não detinha na Edimpresa (que publicava sete das 12 revistas agora vendidas) por 23 milhões de euros o que, na época, originou um ‘goodwill’ de 18,9 milhões de euros. Antes, em 2002, e em conjunto com a Edipresse, o grupo investiu 23 milhões de euros na compra da Abril/Controljornal (que foi integrada na Edimpresa), ficando, nessa altura, com 50% do negócio.


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