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Correio da Manhã

Boa Vida
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A identidade musical única de Cabo Verde

Está na hora de fazer as malas: Atlantic Music Expo e Krioll Jazz Fest acontecem em Abril. Em maio é a vez do festival da Gamboa.
Vanessa Fidalgo 30 de Março de 2017 às 09:30
Cabo Verde
Há mercados onde se compra e se vende de tudo um pouco
O Atlantic Music Expo leva todos os anos milhares à praia
Cabo Verde
O colorido da venda de rua é um clássico
As raparigas vendem rebuçados e doces artesanais
Cabo Verde
Há mercados onde se compra e se vende de tudo um pouco
O Atlantic Music Expo leva todos os anos milhares à praia
Cabo Verde
O colorido da venda de rua é um clássico
As raparigas vendem rebuçados e doces artesanais
Cabo Verde
Há mercados onde se compra e se vende de tudo um pouco
O Atlantic Music Expo leva todos os anos milhares à praia
Cabo Verde
O colorido da venda de rua é um clássico
As raparigas vendem rebuçados e doces artesanais
Com Abril à porta não haverá águas mil, mas sim um ótimo pretexto para visitar Cabo Verde: o Atlantic Music Expo, na cidade da Praia, capital do arquipélago.

De 10 a 13, os concertos são de sol a sol, mas também se fazem ali conferências, encontros de network, uma feira profissional e showcases num ambiente propício ao intercâmbio entre profissionais da música, artistas de Cabo Verde e do Mundo. E esta é uma oportunidade para descobrir a cidade. A começar pelo Plateau.

O nome assenta como uma luva ao centro histórico e administrativo do arquipélago. As marcas do passado subsistem nas calçadas de pedra e nos edifícios coloniais, mas tudo tem cor, exuberância e gente com uma alma rica e sincera. A praça Alexandre Albuquerque, aliada à igreja matriz, formam o centro.

Outrora só podia ser frequentada por gente devidamente trajada e calçada! Embora as restrições tenham passado, os praienses mantêm a tradição: aos domingos, depois da eucaristia, a praça enche-se de novos e velhos vestidos a rigor. Em casamentos e batizados, os fotógrafos registam solenemente o momento e na quadra festiva o largo enche-se de luz e os músicos da banda municipal dão vida ao coreto. Entre os que vão e vêm, há personagens singulares. Chegam antes de todos e partem depois da cidade adormecer. Os jardineiros, o engraxador de sapatos, as senhoras que vendem fruta fresca ou rebuçados coloridos.

Em volta há edifícios históricos. Um deles é o Palácio da Cultura Ildo Lobo. O original data do séc. XIX, mas só no final da década de 90 foi transformado num centro de artes e escola de música. Tem alunos dos 7 aos 99 anos, que aprendem piano, violão, canto ou baixo sob coordenação do músico Zeca Couto. Não raramente, fica aberto noite fora.

Durante o dia, as praias são um bom argumento. Mas é importante poupar energias. Porque é quando a noite cai que a emoção começa e a música se torna rainha e senhora. Os pátios são palcos. O violão dá os acordes das mornas que embalam longas conversas à beira do mar que espia de todos os cantos a cidade. 

Mercados de cor
A cidade da Praia tem muito mais para descobrir, a começar pelos bairros periféricos de Chá d’Areia e Achada de Santo António, que são os mais autênticos e revelam o ritmo e a simplicidade dos populares.  Aqui encontram-se os restaurantes mais típicos, os estabelecimentos de diversão noturna, as lojas mais originais. Ou a Várzea, com o seu frenético mercado de Sucupira e os seus agressivos angariadores de clientes para as Hiaces, que percorrem a ilha a grande velocidade fazendo subir a adrenalina e lembrando que, afinal, estamos também em África. Aos sábados há mercado municipal. Frutos e legumes frescos do interior de Santiago, queijo fresco das ilhas do Fogo e do Maio e ervas medicinais que prometem efeitos surpreendentes. Mas também pode cortar o cabelo ou fazer a barba a céu aberto, enquanto fala de amores ou de futebol. 


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