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Correio da Manhã

Boa Vida
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A rota do Gerês

Beleza natural merece uma vista tranquila nesta área protegida, a única com designação de parque nacional.
Secundino Cunha 28 de Maio de 2018 às 17:39
Miradouro de Junceda, no Gerês
A serra do Gerês pintada de urze
Lagoas do Soajo, no Gerês
Santuário de Nossa Senhora da Peneda, em Arcos de Valdevez
Espigueiros de Soajo compõem uma eira comunitária no Gerês
Miradouro de Junceda, no Gerês
A serra do Gerês pintada de urze
Lagoas do Soajo, no Gerês
Santuário de Nossa Senhora da Peneda, em Arcos de Valdevez
Espigueiros de Soajo compõem uma eira comunitária no Gerês
Miradouro de Junceda, no Gerês
A serra do Gerês pintada de urze
Lagoas do Soajo, no Gerês
Santuário de Nossa Senhora da Peneda, em Arcos de Valdevez
Espigueiros de Soajo compõem uma eira comunitária no Gerês
Visitar o Parque Nacional da Peneda-Gerês é uma ‘tarefa’ árdua para quem pretende ficar a conhecer de tudo um pouco. São 72 mil hectares, espalhados por cinco municípios, quatro do Minho e um de Trás-os-Montes, com uma assinalável diversidade de habitats naturais.

A beleza natural do conjunto merece uma visita tranquila, com tempo para a contemplação, ou não estivéssemos perante a mais importante área protegida do País, a única classificada como Parque Nacional. E a verdade é que a contemplação leva o seu tempo, pelo que a Grande Rota exige disponibilidade.

Tomemos como ponto de partida Castro Laboreiro, no concelho de Melgaço, onde centenas de gravuras rupestres testemunham a presença humana desde o Megalítico. É também das raras zonas em que a transumância continua viva, com a subida dos agricultores e dos seus gados às brandas, no alto da serra, por alturas da primavera.

Somos depois convidados a atravessar Lamas de Mouro e subir à Senhora da Peneda, em Arcos de Valdevez, uma das referências religiosas desta área protegida. A outra é o Mosteiro de Pitões das Júnias, de que restam apenas as ruínas, mas já lá chegaremos.

A Peneda é palco da religiosidade popular e do culto mariano, já Pitões confirma a apetência que os monges de Cister revelavam pela comunhão com a natureza. À chegada ao Mezio podemos confirmar a importância pré-histórica destas terras, através das antas e outras edificações megalíticas. Na descida para o rio Lima visitamos a antiga aldeia comunitária do Soajo e, na outra margem, o Lindoso. Aqui, para além dos espigueiros, aconselha-se uma visita ao castelo medieval. Estamos a passos da Galiza.

A rota prossegue para o Gerês, concelho de Terras de Bouro. Entre picos e vales, estendem-se florestas autóctones e deslizam cursos de água que, após quedas vertiginosas, formam lagoas paradisíacas.
Se houver coragem pode subir-se aos Carris, o ponto mais alto da serra, acima dos 1500 metros, e onde permanecem vestígios de uma velha mina de volfrâmio. Daqui segue-se para o concelho de Montalegre, por escarpas inacessíveis, habitat da cabra brava.

Se seguirmos as estradas florestais podemos admirar aldeias serranas, como a Ermida, Fafião ou Pitões. Visitar o Gerês é sempre uma aventura. 

Um forno comunitário
Um dos aspetos mais interessantes destas zonas de montanha é aquele que nos mostra como era a vida comunitária. Para além das eiras, com os seus canastros, ou os fojos do lobo, encontramos diversos fornos do povo. É o caso do existente na aldeia de Tourém, em Montalegre, que ainda hoje serve para cozer o pão.
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