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Correio da Manhã

Boa Vida
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Aveiro é um postal de beleza e cultura

Um dos mais apreciados destinos turísticos nacionais tem muito para ver e desfrutar.
Francisco Manuel 29 de Abril de 2019 às 15:00
Aveiro
Ecomuseu da Troncalhada em Aveiro
Museu de Arte Nova em Aveiro
Dunas de São Jacinto em Aveiro
Bugas para todos em Aveiro
Oficina dos Ovos Moles de Aveiro
Restaurante Armazém da Alfândega
Restaurante Mordomia
Bairro da Beira Mar em Aveiro
Aveiro
Ecomuseu da Troncalhada em Aveiro
Museu de Arte Nova em Aveiro
Dunas de São Jacinto em Aveiro
Bugas para todos em Aveiro
Oficina dos Ovos Moles de Aveiro
Restaurante Armazém da Alfândega
Restaurante Mordomia
Bairro da Beira Mar em Aveiro
Aveiro
Ecomuseu da Troncalhada em Aveiro
Museu de Arte Nova em Aveiro
Dunas de São Jacinto em Aveiro
Bugas para todos em Aveiro
Oficina dos Ovos Moles de Aveiro
Restaurante Armazém da Alfândega
Restaurante Mordomia
Bairro da Beira Mar em Aveiro
A beleza de Veneza está, afinal, aqui tão perto. Falar de Aveiro é falar da cidade dos canais, é desfrutar da beleza ímpar de uma urbe rasgada pelos braços da ria. Mas Aveiro é muito mais do que um postal ilustrado. É gastronomia, é cultura. Por isso mesmo, um dos grandes polos turísticos nacionais

Visitar Aveiro sem provar os ovos moles ou a caldeirada de enguias é um pecado. Santa Joana é a padroeira, onde a festa de S. Gonçalinho se afirma como uma das festividades religiosas que mais atraem os turistas, da China ou Estados Unidos à vizinha Espanha. A cidade das Bugas - bicicletas que se alugam no centro - ou dos moliceiros que navegam nos canais é cada vez mais ecológica.

Os museus da Arte Nova ou o Ecomuseu, onde se aprecia o trabalho dos salineiros ao vivo, são verdadeiras aulas de história. Aveiro é também arquitetura, como o bairro da Beira Mar ou a zona de restauração na praça do Peixe.

Navegar para aprender e admirar a paisagem
Moliceiros eram as embarcações usadas para a apanha do moliço da ria de Aveiro. Estas embarcações, atualmente usadas apenas para fins turísticos, caracterizam-se pela sua borda baixa, uma proa e uma ré muito elegantes decoradas com pinturas que ilustram situações do dia a dia. O comprimento total é de 15 metros, a largura de boca 2,50 metros. Navega em pouca altura de água e são uma das grandes atrações da cidade. 

Sal é um diamante
O Ecomuseu Marinha da Troncalhada caracteriza-se por ser um núcleo museológico ao ar livre, aberto de forma permanente e que mostra aos visitantes os métodos de produção artesanal do sal. Este ecomuseu explora a paisagem, fauna e flora características, bem como mantém vivas as vivências e tradições ligadas a esta atividade secular. Apesar do caráter sazonal da produção de sal tradicional, as visitas guiadas a este núcleo museológico ocorrem durante todo o ano, sendo asseguradas em espaço interior caso as condições climatéricas não sejam favoráveis.

Para compreender um estilo de arte
O Museu da Arte Nova de aveiro está localizado num dos imóveis mais emblemáticos da rua Barbosa de Magalhães. Entre o património desta corrente artística encontra-se o centro interpretativo da extensa rede de motivos Arte Nova disseminados por toda a cidade.

Mais do que repor o ambiente ornamental de uma habitação Arte Nova, este núcleo museológico trata a Arte Nova como argumento didático, pretendendo levar o visitante a refletir sobre os pressupostos da revolução estética que este movimento proporcionou, e melhor compreender os seus reflexos que ainda se manifestam na atualidade.

A visita a este núcleo não fica completa sem a visita à casa de chá situada no rés do chão. Durante o dia com um ambiente mais calmo e relaxante, o que permite tirar partido da beleza do espaço, transforma-se à noite num animado bar com música ao vivo ao fim de semana.

Ambiente e lazer
A Reserva Natural das Dunas de São Jacinto situa-se no extremo da península que se estende entre Ovar e a povoação de São Jacinto, no concelho de Aveiro. Limitada a poente pelo oceano Atlântico e a nascente por um dos braços da ria de Aveiro, abrange uma área aproximada de 960 hectares, 210 dos quais correspondem à área marítima. Do ponto de vista da divisão administrativa do território, a área protegida é do domínio privado do Estado.

Quando foi criada, em 1979, ficaram definidas três zonas com utilização específica: Reserva de recreio – inclui duas zonas de praia; Reserva natural parcial – constituída por toda a área florestada com acesso condicionado; e Reserva natural integral – zona de dunas estabilizada e zona de areal. Um polo ambiental que merece uma atenção especial para quem preserva o ambiente.

Pedalar pela cidade
As Bugas são uma das melhores e mais saudáveis formas de conhecer Aveiro. Tal como nas principais capitais europeias, passear em Aveiro passa por deslocar-se à loja das Bugas (Bicicleta de Utilização Gratuita de Aveiro) junto ao Mercado Manuel Firmino e pegar na bicicleta com um design próprio que lhe confere a sua própria identidade.

As estradas planas e largas convidam a pedalar. Aveiro é uma cidade com tradição no uso de bicicletas e onde se verifica uma cultura de ‘convívio’ entre automóveis e bicicletas no trânsito da cidade. Não é por isso difícil dar um belo passeio pelo centro. Se pretender uma volta mais calma, aventure-se pela zona da Universidade de Aveiro. Aí encontra uma arquitetura de exceção e vias em muito boas condições para desfrutar da ‘sua’ Buga.

Uma doce tradição
Ovos moles remetem para Aveiro, a sua identidade e tradição. Este doce conventual é uma tentação. A sua história é contada na Oficina do Doce, mais conhecida por Oficina dos Ovos Moles. Naquele espaço pode conhecer-se toda a sua história, mas também é possível confecioná-los da sua forma tradicional. Um desafio que faz a delícia dos turistas.

Comer com o tempero da tradição regional
Os dois enormes murais são apenas o mote para uma refeição temperada com tradição, onde os pratos regionais surgem com requinte próprio. O espaço não é muito grande, mas o aconchego é o mote de quem recebe.

Na zona nobre da cidade, abraçado pelos canais da ria de Aveiro, o Armazém da Alfândega distingue-se pelos sabores do mar, cozinhados com requinte próprio mas sem nunca esquecer as tradições gastronómicas das gentes de Aveiro.

Com uma carta ímpar de vinhos e cervejas, este restaurante oferece também algumas curiosidades no menu de carnes, como a Barriga de Leitão do Armazém. 

Degustar iguarias com toda a mordomia
Ambiente requintado mesmo às portas da capela de São Gonçalinho, santo casamenteiro que dá nome às festas mais emblemáticas da cidade de Aveiro, o Mordomia é uma forma de homenagear os mordomos desta emblemática romaria.

E é com todas as mordomias que à mesa chegam pratos como o arroz de polvo, o bacalhau à mordomia, caldeiradas de peixes ou as lulas grelhadas.

Situado bem no bairro da Beira Mar, os sabores do mar são os reis deste restaurante que abriu portas no verão do ano passado. Mas se o peixe é o rei da ementa, as carnes grelhadas fazem as delícias de qualquer um.

Aguarela de sabores e beleza
Aguarela com pinceladas de beleza ímpar e de história. Este é o bairro da Beira Mar, onde a arquitetura única de palheiros e ruelas se cruza com os moliceiros e em que a noite transforma este local típico num centro de diversão noturna onde os bares e restaurantes mantêm vivas as tradições das gentes locais.

Mas não só: casas de estilo tradicional, renovadas e assinadas por arquitetos de renome; fachadas coloridas, vizinhança amigável e um grande sentido de comunidade; festas populares - como o S. Gonçalinho -, concertos esporádicos, moda sobre a ria e feira das velharias, tão apreciada pelos aveirenses.

É aqui que se descobrem os mais incríveis tesouros e sabores da cidade de Aveiro.
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