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Correio da Manhã

Boa Vida
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Cores de outono na monumental Segóvia

Imponente mancha de floresta da monumental urbe de Castela e Leão ganha outra dimensão no outono.
Alfredo Leite(alfredoleite@cmjornal.pt) 7 de Novembro de 2018 às 20:43
Cores de outono na monumental Segóvia
Igreja de Vera Cruz é uma construção exemplar do românico na península
Fábrica real de cristais ergue-se no Complejo Real de La Granja
Monumentalidade de Segóvia vai para além do aqueduto
Cores de outono na monumental Segóvia
Igreja de Vera Cruz é uma construção exemplar do românico na península
Fábrica real de cristais ergue-se no Complejo Real de La Granja
Monumentalidade de Segóvia vai para além do aqueduto
Cores de outono na monumental Segóvia
Igreja de Vera Cruz é uma construção exemplar do românico na península
Fábrica real de cristais ergue-se no Complejo Real de La Granja
Monumentalidade de Segóvia vai para além do aqueduto
Talvez seja no outono que o esplendor florestal dos arredores de Segóvia mais se evidencia. É claro que não será pelo cromático arbóreo que o visitante se desloca à monumental cidade localizada a 90 quilómetros de Madrid, a capital de Espanha.

O imponente aqueduto do século II, a bela Igreja de Vera Cruz, do século XIII, os redutos da realeza espanhola em La Granja ou as iguarias culinárias - o cochinillo - são as atrações. Além do património monumental e das delícias da terra, a Segóvia moderna tem hoje muito mais para oferecer aos visitantes.

A cidade alberga dezenas de festivais musicais, de dança ou literários. O Centro Didático Judaico ou a Fábrica Real de Cristais preenchem também um inesquecível fim de semana prolongado. 

Há um lugar de consenso para provar o melhor cochinillo
Tentar descobrir o melhor cochinillo de Segóvia é um exercício tão subjetivo quanto eleger a melhor francesinha portuense ou o melhor lugar para degustar leitão à Bairrada. Em Segóvia há um consenso quanto ao cochinillo (leitão assado no forno que diverge do português por ser acompanhado de uma calda).

Diz-se que é o restaurante José María que serve o melhor cochinillo à moda de Segóvia, onde agora há também um serviço de takeaway para quem prefere saborear em casa esta maravilha da gastronomia espanhola. 

Refúgio da realeza
Nos arredores de Segóvia, encravado na serra de Guadarrama, fica um enclave mandado construir pelos Bourbon à imagem de Versailles. La Granja de Santo Ildefonso é um lugar mágico que promoveu o crescimento de uma pequena localidade de arquitetura diversa e ambiente descontraído. O edifício principal, datado do século XVIII, ergue-se num jardim deslumbrante.

É aqui que podemos visitar a Fábrica Real de Cristais que durante anos foi o motor da economia local. Hoje é um exemplar perfeito da arquitetura industrial neoclássica com vestígios do aproveitamento da madeira para os fornos e da água para o restante processo de produção do cristal. 

FICHA 
Como ir
Se não optar pela viagem de carro (Segóvia fica a 620 km de Lisboa e a 500 km do Porto), o voo de Lisboa a Madrid em meados de novembro fica por 70 euros pela easyJet. A partir do Porto, a Air Europa voa igualmente sem paragens para Madrid por 84 euros.

Onde ficar
No central e agradável hotel Don Felipe a dormida fica a 65 euros/noite. Em pleno Património da Humanidade.
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