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Correio da Manhã

Boa Vida
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Entre mosteiros e museus, há letras pelos caminhos de Famalicão

Além da casa do grande romancista Camilo Castelo Branco, esta terra de indústria preserva diversos lugares de cultura.
Secundino Cunha 30 de Agosto de 2016 às 22:42
Inaugurado em setembro de 2012, o Parque da Devesa, com os seus 27 hectares, é um dos pulmões da cidade
Casa de Camilo, em  S. Miguel de Seide, onde o escritor residiu com Ana Plácido
Núcleo Museológico Ferroviário de Lousado, instalado na estação onde da linha do Minho sai um ramal para Guimarães
Fundação Cupertino de Miranda, bastião do surrealismo
Vitela assada é um dos pratos mais apreciados nos restaurantes
Inaugurado em setembro de 2012, o Parque da Devesa, com os seus 27 hectares, é um dos pulmões da cidade
Casa de Camilo, em  S. Miguel de Seide, onde o escritor residiu com Ana Plácido
Núcleo Museológico Ferroviário de Lousado, instalado na estação onde da linha do Minho sai um ramal para Guimarães
Fundação Cupertino de Miranda, bastião do surrealismo
Vitela assada é um dos pratos mais apreciados nos restaurantes
Inaugurado em setembro de 2012, o Parque da Devesa, com os seus 27 hectares, é um dos pulmões da cidade
Casa de Camilo, em  S. Miguel de Seide, onde o escritor residiu com Ana Plácido
Núcleo Museológico Ferroviário de Lousado, instalado na estação onde da linha do Minho sai um ramal para Guimarães
Fundação Cupertino de Miranda, bastião do surrealismo
Vitela assada é um dos pratos mais apreciados nos restaurantes
Foi um amor de perdição que levou Camilo Castelo Branco a instalar a sua banca de escrita em S. Miguel de Seide. E foi ali, naquela casa construída pelo marido da mulher que ele amou, que escreveu grande parte da sua obra e onde colocou drástico final à cegueira que o impedia de continuar a usar a pena.

A partir da Casa de Camilo (e do Centro de Estudos, mesmo ao lado), são inúmeros os caminhos de letras e de artes que nos levam aos meandros de uma terra formatada pela indústria mas oxigenada pela cultura.

Vila Nova de Famalicão nasceu, um pouco a exemplo da brasileira S. Paulo, de um cruzamento de estradas. Sem praia nem serras e riscado a sul pelo rio Ave, o concelho foi, a partir de meados do século XIX, crivado de têxteis.

Mas enquanto o povo trocava o trabalho da lavoura pelo operariado fabril, as elites foram dotando a terra de engenho e saber, preservando o património e criando museus.

Hoje, no panorama museológico, Famalicão ombreia com as maiores cidades do País, com um total de 11 museus nas diversas áreas. Além da Casa de Camilo, podemos conhecer o Museu da Indústria Têxtil, o Núcleo Museológico Ferroviário de Lousado (onde param locomotivas e carruagens seculares) ou um museu dedicado a Bernardino Machado, filho da terra e duas vezes Presidente na já longínqua Primeira República.

Mas há muito mais. Nestas terras preserva-se arte sacra, uma casa rica do início do século passado (Casa Museu Soledade Malvar) preservam-se notáveis automóveis antigos (Museu do Automóvel) e mantêm-se vivas as memórias da Guerra Colonial.

Mas, a partir da Casa de Camilo, os caminhos das letras levam-nos com toda a certeza à Fundação Cupertino de Miranda, santuário do surrealismo e onde encontramos a memória artística e poética de Mário Cesariny de Vasconcelos.

Mas como não tem mar nem serras, Famalicão aposta na qualidade dos seus parques urbanos, fazendo de Sinçães ou da Devesa autênticos oásis no meio da cidade. Depois, sendo tempo de nos sentarmos à mesa, a terra tem argumentos de peso. A gastronomia é a da região e os restaurantes primam pela qualidade.

Uma visita ao melhor deste concelho será a resposta à camiliana pergunta "Onde está a felicidade?".
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