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Correio da Manhã

Boa Vida
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Espinho, uma cidade que nasceu à volta da pesca

Tem ondas perfeitas para a prática do surf, praias de enorme beleza e guarda pedaços da nossa história.
Ana Isabel Fonseca 16 de Agosto de 2017 às 17:28
Lagoa de Paramos um tem enorme interesse ecológico e recreativo
Planetário de Espinho convida visitantes a muitas experiências
Praias da cidade atraem todos os anos milhares de visitantes
Natureza
Castro de Ovil conta um importante pedaço da nossa história
Solar dos Pintos mostra a ligação da cidade também à agricultura
Exposição de arte xávega está patente no museu municipal
Lagoa de Paramos um tem enorme interesse ecológico e recreativo
Planetário de Espinho convida visitantes a muitas experiências
Praias da cidade atraem todos os anos milhares de visitantes
Natureza
Castro de Ovil conta um importante pedaço da nossa história
Solar dos Pintos mostra a ligação da cidade também à agricultura
Exposição de arte xávega está patente no museu municipal
Lagoa de Paramos um tem enorme interesse ecológico e recreativo
Planetário de Espinho convida visitantes a muitas experiências
Praias da cidade atraem todos os anos milhares de visitantes
Natureza
Castro de Ovil conta um importante pedaço da nossa história
Solar dos Pintos mostra a ligação da cidade também à agricultura
Exposição de arte xávega está patente no museu municipal
Ao chegarmos a Espinho somos de imediato contemplados pelo intenso azul do Atlântico que banha as praias já de si de grande beleza. E é em torno dele que tudo gira. O mar é não só fonte de sustento para muitos pescadores, como leva a que milhares de turistas visitem uma cidade que é conhecida por ter ondas perfeitas para o surf. Foi aliás o mar que levou a que Espinho fosse criada há mais de 200 anos, quando homens atraídos pela pesca da sardinha se fixaram naquela terra.

Este pedaço da história está bem traduzido no Museu Municipal, que está situado numa antiga fábrica de Conservas, um dos pontos obrigatórios para quem quer conhecer a cidade. Existem três exposições permanentes: arte Xávega, bairro piscatório/operário e fábrica de conservas. É possível ver muitos dos barcos e artefactos que eram usados por pescadores.

Um dos pontos de grande atração na cidade gira também em torno da água. Falamos da lagoa de Paramos, um local que nos brinda com uma bonita paisagem e que tem um enorme interesse ecológico e recreativo. Trata-se de uma reserva natural onde se pode apreciar a fauna e a flora locais. Foi também lá criado um observatório de aves, um ponto obrigatório para quem quer admirar a natureza no seu estado mais puro.

De lá impõe-se depois uma visita à Estação Arqueológica de Castro de Ovil. Esta aldeia fortificada foi criada alguns séculos antes do nascimento de Cristo, mas apenas foi identificada em 1981. O espólio recolhido é constituído por cerâmicas indígenas, lisas ou com decoração típica dos contextos castrejos, permitindo a reconstituição de potes, panelas, talhas, vasos de suspensão e alguidares.

A história de Espinho é também caracterizada pelas típicas casas de lavoura, nomeadamente o solar dos Pintos, em Paramos, e uma outra localizada em Guetim. Foram criadas no século XX e mostram o importante papel da agricultura de subsistência na cidade.

Antes de abandonarmos a cidade é imperativo visitar o Planetário de Espinho, o mais avançado do País. Acompanhar o movimento de um planeta, viajar pela Terra e pelo Sistema Solar, ir ao encontro de um cometa, viajar até ao exterior da nossa galáxia e observar a sua estrutura são, sem dúvida, alguma experiências que não pode perder. 

Tem um dos melhores climas de toda a Europa
Espinho conseguiu modernizar-se e tornar-se num ponto de interesse turístico em grande parte devido a ter um dos melhores climas de toda a Europa, sem grandes variações térmicas entre as estações de verão e inverno.
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