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Correio da Manhã

Boa Vida
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Fundão: muito mais do que cerejas

Localidade entre as Serras da Estrela e da Gardunha merece uma visita atenta.
Alexandre Salgueiro 18 de Outubro de 2016 às 11:35
O aqueduto  é um dos cartões de visita
O museu do  relógio tem 2300 exemplares
A Praça da República é o coração de Serpa
Cante é património imaterial
O casario é tipicamente alentejano
A Torre do Relógio marca o ritmo da cidade
Uma das entradas para  o castelo
O aqueduto  é um dos cartões de visita
O museu do  relógio tem 2300 exemplares
A Praça da República é o coração de Serpa
Cante é património imaterial
O casario é tipicamente alentejano
A Torre do Relógio marca o ritmo da cidade
Uma das entradas para  o castelo
O aqueduto  é um dos cartões de visita
O museu do  relógio tem 2300 exemplares
A Praça da República é o coração de Serpa
Cante é património imaterial
O casario é tipicamente alentejano
A Torre do Relógio marca o ritmo da cidade
Uma das entradas para  o castelo
Nos dias que correm, a imagem do Fundão está intimamente ligada à cereja cultivada em centenas de pomares que cercam a cidade e que todos os anos atraem dezenas de milhar de turistas à região. Mas há muito mais para ver, experimentar, saborear e sentir numa localidade que vem crescendo há milénios entre as serras da Estrela e da Gardunha.

As primeiras referências escritas ao Fundão datam de documentos do início do século XIV, mas existem vestígios de construções que os arqueólogos estimam terem mais de sete mil anos nos arredores da cidade. Ainda assim, é a partir da alta Idade Média que o povoado começa a crescer e são dessa época os monumentos mais antigos da cidade ainda preservados e abertos aos visitantes, como as igrejas da Misericórdia ou de São Martinho, ou as capelas de Nossa Senhora do Seixo, Santo António, São Francisco, Calvário ou Espírito Santo, para citar apenas alguns exemplos, construídas entre os séculos XIV e XVII.

O Centro Histórico, de resto, é um bem conservado testemunho da passagem dos séculos onde, além da rua da Cale, a mais antiga artéria comercial da cidade, podem ser admirados vários palacetes e casas brasonadas construídas entre os séculos XVI e XIX.

Mas apesar do fértil património histórico, o Fundão está longe de ser uma cidade agarrada ao passado. O moderno edifício da Moagem, além do Centro Interpretativo da moagem do centeio, acolhe a programação cultural da cidade e alberga regularmente exposições e espetáculos de todos os tipos, assim como o amplo Pavilhão Multiusos.

Para aproveitar as tardes soalheiras até pode passear ou descansar no Parque Verde da cidade, mas com a serra da Gardunha mesmo ali ao lado, há dezenas de trilhos para conhecer e percorrer ao som de riachos de águas cristalinas e encostas verdejantes ricas em inúmeras espécies animais e vegetais, algumas das quais únicas no mundo, como a Asphodellus Bento-Rainhae.

No que respeita a gastronomia, também há muito por onde escolher e, dependendo da época, um sabor diferente para experimentar num dos cinco festivais gastronómicos anuais: Os Sabores da Cereja, da Páscoa, da Transumância, do Cogumelo e da Tibórnia. Para quem não tem paciência para organizar um roteiro, a autarquia propõe vários programas, como a observação de pássaros na Barragem da Marateca, passeios na serra da Gardunha, nas Aldeias do Xisto ou nas Aldeias do Granito.
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