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Correio da Manhã

Boa Vida
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História e gastronomia são ex-líbris de Serpa

Esta cidade alentejana tem queijo de origem demarcada e aposta forte na preservação dos produtos e tradições culturais da região.
Pedro Galego 23 de Outubro de 2016 às 09:00
O aqueduto  é um dos cartões de visita
O museu do  relógio tem 2300 exemplares
A Praça da República é o coração de Serpa
Cante é património imaterial
O casario é tipicamente alentejano
A Torre do Relógio marca o ritmo da cidade
Uma das entradas para  o castelo
O aqueduto  é um dos cartões de visita
O museu do  relógio tem 2300 exemplares
A Praça da República é o coração de Serpa
Cante é património imaterial
O casario é tipicamente alentejano
A Torre do Relógio marca o ritmo da cidade
Uma das entradas para  o castelo
O aqueduto  é um dos cartões de visita
O museu do  relógio tem 2300 exemplares
A Praça da República é o coração de Serpa
Cante é património imaterial
O casario é tipicamente alentejano
A Torre do Relógio marca o ritmo da cidade
Uma das entradas para  o castelo
Por estar próxima da fronteira, Serpa fez parte da sua história ao sabor dos conflitos militares. Hoje encontramos uma terra de património, cultura e casa de alguns do melhores produtos alentejanos. Ao passear pela cidade não se pode ficar indiferente a alguns monumentos relevantes e que contam parte desse caminho até aos dias de hoje. Dedique a manhã a descobrir o Aqueduto, o Castelo ou a Torre do Relógio, imagens de marca de Serpa.

Estima-se que estas terras sejam povoadas desde antes do domínio do Império Romano. Em 1166 foi conquistada aos Mouros por D. Afonso Henriques, tendo sido perdida por várias vezes nas constantes lutas da Reconquista. Foi constituída como concelho por D. Dinis, que também mandou reconstruir o castelo e as muralhas, em 1295. Em 1513, recebe foral de D. Manuel que, antes de ser rei, tinha sido senhor de Serpa.

Conhecida também pelo queijo de origem demarcada, Serpa foi elevada à categoria de cidade em 2003. Além do famoso queijo Serpa há os vinhos, o azeite ou os enchidos que pode encontrar nas cartas dos restaurantes da cidade, como ‘O Alentejano’, a ‘Adega Regional Molhó Bico’ ou o ‘Pedra de Sal’, mas a opção não se esgota nestes nomes. Bem se sabe que no Alentejo se come bem em qualquer esquina. Pode iniciar a sua descoberta a partir da praça da República – centro social e coração de Serpa.

As próximas horas devem ser passadas no Museu do Relógio, onde vai encontrar mais de 2300 exemplares datados desde 1630 até ao séc. XXI. Só abre de tarde. Sendo terra fortemente ligada à cultura – recordemos que foi berço de Nicolau Breyner – visite ainda a Casa do Cante, um projeto vocacionado para a salvaguarda da arte reconhecida como património cultural imaterial da humanidade pela UNESCO. E se tiver a garganta seca de tanto cantar, pode sempre passar o final do dia na ‘Cervejaria Lebrinha’. Fica na rua do Calvário e há quem diga que tem a melhor imperial do País.
Alentejo Serpa viagens férias folgas
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