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Correio da Manhã

Boa Vida
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Jerez: muito mais que o palco de concentrações motard

Terra de vinho, cavalos, flamenco e motociclismo.
Sérgio A. Vitorino 14 de Março de 2017 às 10:00
Espelho da Andaluzia, Jerez de la Frontera é muito mais do que o palco da gigantesca concentração motard
Festival de flamenco é dos mais importantes da Andaluzia
Concentração de motos pelo grande prémio no circuito de Jerez de la Frontera
A feira do cavalo realiza-se este ano entre 13 e 20 de maio
Espelho da Andaluzia, Jerez de la Frontera é muito mais do que o palco da gigantesca concentração motard
Festival de flamenco é dos mais importantes da Andaluzia
Concentração de motos pelo grande prémio no circuito de Jerez de la Frontera
A feira do cavalo realiza-se este ano entre 13 e 20 de maio
Espelho da Andaluzia, Jerez de la Frontera é muito mais do que o palco da gigantesca concentração motard
Festival de flamenco é dos mais importantes da Andaluzia
Concentração de motos pelo grande prémio no circuito de Jerez de la Frontera
A feira do cavalo realiza-se este ano entre 13 e 20 de maio
Jerez de la Frontera é conhecida pela romaria à concentração motard por alturas da corrida do campeonato do Mundo de motociclismo, que se realiza nos 4423 metros do circuito permanente. Mas a bela localidade andaluza é muito mais que isso.

Desde logo, é berço do rival do vinho do Porto: o xerez, vinho fortificado e licoroso, típico e quase exclusivo da região de Jerez e municípios em redor. É envelhecido pelo método de soleira (como o Moscatel e o Porto em Portugal), cujo processo é possível visitar nas várias bodegas (caves), como a histórica Domecq.

Espelho da Andaluzia, Jerez está intimamente ligada às touradas e ao campo: é palco da Feria de Jerez, onde o cavalo é estrela. E, como não podia deixar de ser, da dança flamenca. 

Feira equina é palco para tudo o que a região tem de bom
A Feria de Jerez, em maio, é a feira do cavalo, onde Jerez de la Frontera mostra tudo o que tem. São várias as exibições de cavalos, com especial destaque para a ‘doma’, a versão local do ‘dressage’. Vale a pena assistir a um espetáculo da Real Escola Andaluza de Arte Equestre, que mantém e faz dançar o cavalo andaluz. A parada hípica prolonga-se por três horas. Mas a diversão é garantida mesmo para quem não aprecie o xerez, os cavalos ou o flamenco e os coloridos vestidos. Aprecie a gastronomia ou vá às praias de El Puerto de Santa María.

De piloto a toureiro
Domecq é o mais conhecido apelido de Jerez. E destacou-se com Álvaro Domecq Díez (1917-2005). Nasceu entre cavalos - a mãe morreu a montar quando ele tinha 4 anos - e estreou-se no toureio aos 17, abandonando-o aos 33 (1950) após ter visto a colhida mortal do amigo Manolete. Parou o curso de Direito para ser piloto de aviões na guerra civil espanhola (por Franco). Reabilitou na Andaluzia o toureio a cavalo. Assumiu, aos 20 anos, as caves de xerez da família, após a morte do pai. Teve 19 filhos, mas apenas dois (um deles, Álvaro, fundou a Real Escola Equestre) chegaram a adultos. Isso e a morte de 4 netas num acidente, em 1991, levam a que se fale da maldição Domecq.
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