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Correio da Manhã

Boa Vida
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Lucerna tem uma ponte pitoresca que quase se perdeu para as chamas

Ponte da Capela e a Torre d’Água são o monumento mais fotografado na cidade da Suíça central.
Cláudia Machado 10 de Abril de 2019 às 21:40
Lucerna
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É o cartão de visita de Lucerna, tornou-se no monumento mais fotografado da cidade e há até quem garanta que se trata do mais fotografado de todo o país.

Se assim for, é um título que a Ponte da Capela e a Torre d’Água arrecadam com mérito e muito esforço dos suíços que, por pouco, não perderam uma das suas mais pitorescas obras.

Em 18 de agosto de 1993 as chamas cortaram a tranquilidade de uma noite de verão, acordando a cidade para um pesadelo. Pouco se salvou da ponte de madeira, uma das mais antigas da Europa construídas com este material.

Mas, em oito meses, reergueu-se a nova ponte que pode ser hoje admirada. No seu interior, guarda memórias do incêndio: 110 das pinturas em painéis mostram os danos sofridos.

Maravilha da engenharia do século XIX ajuda a regular caudal
A cerca de 280 metros da Ponte da Capela, o rio Reuss preserva mais uma construção histórica de madeira. Conhecida como Reuss Weir, a represa de agulhas foi construída entre 1859 e 1861.

É considerada "uma maravilha da engenharia do século XIX" e apresentada aos turistas como um dos mais importantes monumentos da cidade.

O sistema, que foi alvo de uma renovação e ampliação entre 2009 e 2011, é usado ainda hoje para regular o nível da água no lago de Lucerna através da colocação ou retirada de agulhas de madeira.

Monumento à lealdade e valentia da guarda suíça
Löwendenkmal é, na tradução literal, o monumento do leão. Um enorme felino, detalhadamente esculpido na pedra, reflete a sua imagem no lago que lhe faz moldura.

É um leão ferido de morte, com uma expressão de profunda dor e que representa o luto de um país. Foi construído para homenagear a "lealdade e valentia dos suíços", revela uma inscrição em latim, recordando os mais de mil soldados da Guarda Suíça mortos em 1792 ao defenderem, em Paris, o rei Luís XVI.

A escultura, com 10 metros de largura e 6 de altura, impressiona e foi descrita pelo escritor Mark Twain como "o mais comovente e lúgubre pedaço de pedra do Mundo".

Ficha de Viagem
Como ir
Lucerna não tem aeroporto, mas fica a pouco mais de 60 quilómetros do aeroporto de Zurique, servido por voos diretos de Lisboa e do Porto. Há opções diretas e diárias de viagem, com uma duração de 02h30.

Onde ficar
Pode optar por ficar em Zurique, e daí partir de comboio para várias cidades. Mas se quiser conhecer melhor Lucerna há hotéis para todos os bolsos.

Onde comer e o que fazer
Passeio no lago
A paisagem tradicional da Suíça não fica completa sem um lago e Lucerna não é exceção. Há várias ofertas para passeios de barco. 

Queijo em cada canto
Para os amantes de queijo, há restaurantes especializados em fondue espalhados pela cidade, dos mais básicos aos mais elaborados.

Jardim dos Glaciares
Ao lado do Monumento do Leão encontra-se o jardim dos Glaciares, que recorda o tempo em que Lucerna estava coberta de gelo.
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