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Correio da Manhã

Boa Vida
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Melgaço guarda uma lenda no feminino

Às portas do parque Nacional da Peneda-Gerês, Melgaço é vila guardiã de um inigualável património.
Secundino Cunha 28 de Novembro de 2016 às 19:25
Praça da República,  o centro cívico da vila de Melgaço
Branda da Aveleira, um lugar paradisíaco no meio da serra
Castelo de Melgaço, fundado no século XII é imagem iconográfica do concelho
Castelo de Castro Laboreiro, em pleno parque nacional
Pesca da lampreia  no rio Minho ainda  é artesanal
Praça da República,  o centro cívico da vila de Melgaço
Branda da Aveleira, um lugar paradisíaco no meio da serra
Castelo de Melgaço, fundado no século XII é imagem iconográfica do concelho
Castelo de Castro Laboreiro, em pleno parque nacional
Pesca da lampreia  no rio Minho ainda  é artesanal
Praça da República,  o centro cívico da vila de Melgaço
Branda da Aveleira, um lugar paradisíaco no meio da serra
Castelo de Melgaço, fundado no século XII é imagem iconográfica do concelho
Castelo de Castro Laboreiro, em pleno parque nacional
Pesca da lampreia  no rio Minho ainda  é artesanal
Corria o ano de 1388 quando, numa das batalhas pela independência de Portugal, D. João I assistiu ao mais original dos combates. O castelo de Melgaço tinha sido tomado pelos espanhóis e quando o Exército luso se aproximou, Inês Negra enfrentou a galega ‘Renegada’, num duelo feminino que, por acordo dos exércitos, decidiu a contenda. Inês venceu e D. João I conquistou Melgaço.

Lenda é lenda, mas Melgaço tem para mostrar muitos marcos da sua longa História. A começar pelo castelo, no meio da vila, cuja fundação remonta ao ano de 1179, ainda no reinado de D. Afonso Henriques.

O Núcleo Museológico da Torre de Menagem conta uma parte da História, mas para se compreender o resto é necessário percorrer outros trilhos e visitar outros monumentos.

Do ponto de vista militar (e paisagístico também) deve, com toda a coragem, galgar-se a inóspita subida até ao Castelo de Castro Laboreiro, de que resta uma das portas e uma parte da muralha.

No regresso à vila, aproveita-se o deslumbre da paisagem, com destaque para Lamas de Mouro, onde se abre uma das portas do Parque Nacional. Os amantes da natureza podem sempre assomar às brandas de Castro Laboreiro e da Aveleira, inteirando-se do milenar costume de alimentar os gados nas brandas nos seis meses de verão e nas inverneiras nos seis meses de inverno.

Melgaço é também território de secular presença religiosa, como confirmam monumentos como o mosteiro cisterciense de Fiães, construído no século XIII, ou a monumental Igreja da Misericórdia, do século XVI.

Banhado pelo rio Minho e localizado na ponta mais a Norte de Portugal, na fronteira com a Galiza, o concelho de Melgaço guarda seculares memórias da emigração e do contrabando, atividade a que se dedicaram, sobretudo no século XX, muitos dos seus habitantes.

Mas além da paisagem e da História, estas terras do distrito de Viana do Castelo são também procuradas pela qualidade dos seus produtos endógenos, com natural relevo para o vinho Alvarinho e para a lampreia do rio Minho.

Hoje, são muitos os restaurantes que, de janeiro a abril, se dedicam à confeção da ciclóstoma iguaria e muitos mais os agricultores que produzem o vinho que provém da casta rainha dos verdes.

Antes do regresso a casa, não perderá o tempo se passar pelas Termas de Melgaço, na localidade de Peso, e percorrer com tranquilidade romântica um parque luxuriante.
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