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Correio da Manhã

Boa Vida
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Penamacor tem o passado em cada esquina

Durante séculos uma sentinela na fronteira, a localidade Raiana lança hoje o olhar para o futuro que passa pelo turismo e pela aventura.
Alexandre Salgueiro 31 de Agosto de 2017 às 10:00
Pelourinho e casa da Câmara
Casa da Câmara com túnel de passagem
Museu de Penamacor
Penamacor é conhecida como vila madeiro
Igreja da Misericórdia de Penamacor
Vista panorâmica da histórica vila Raiana
Igreja da Santa Casa da Misericórdia de Penamacor
Pelourinho e casa da Câmara
Casa da Câmara com túnel de passagem
Museu de Penamacor
Penamacor é conhecida como vila madeiro
Igreja da Misericórdia de Penamacor
Vista panorâmica da histórica vila Raiana
Igreja da Santa Casa da Misericórdia de Penamacor
Pelourinho e casa da Câmara
Casa da Câmara com túnel de passagem
Museu de Penamacor
Penamacor é conhecida como vila madeiro
Igreja da Misericórdia de Penamacor
Vista panorâmica da histórica vila Raiana
Igreja da Santa Casa da Misericórdia de Penamacor
Não há consenso quanto à origem do nome da vila: segundo uma das lendas, terá origem num salteador que ali terá habitado, de nome Macôr. Vivia numa caverna a que davam o nome de Penha. Com o passar dos tempos, o nome adulterou-se e passou a chamar-se Pena, ficando assim a terra a ser conhecida por Penha de Macôr ou Pena Macôr.

Para outra versão, uma luta entre os habitantes e ladrões causou tanto derramamento de sangue e de tão má cor, que a vila ficou a ser conhecida por Penha de má cor. Certo é que Penamacor terá sido palco de inúmeros episódios de violência que datam dos tempos pré-romanos e atravessam toda a história até à consolidação da independência nacional.

Foi conquistada aos mouros por D. Sancho I e entregue aos Cavaleiros Templários, que supervisionaram a fortificação da vila, que passou a ser um dos mais importantes postos militares ao longo da fronteira. Hoje, Penamacor destaca-se pelo património edificado, sobretudo na zona do castelo, onde se ergue a torre de menagem, a antiga casa da câmara, assente sobre a antiga porta da vila, a muralha medieval e a torre de Relógio. Já fora de muros, destaque para o pelourinho e para o portal manuelino da igreja da Misericórdia, expressão do gótico final português.

Descendo pela encosta depara-se ao visitante a igreja de São Tiago, que remonta ao século XVI, e ainda hoje resiste como o principal templo da vila. Nas imediações encontram-se alguns dos mais interessantes exemplos de arquitetura civil da vila, como o Solar do Conde, que alberga a biblioteca municipal, e as Casas do Dr. Elvas e dos Pina Ferraz. Do largo D. Bárbara acede-se ao ex-quartel militar, edifício que lembra o passado histórico da vila como praça de Armas, hoje casa do museu municipal. Uma escadaria conduz ao jardim da República, local ideal para repousar ou saborear um café com vista para o edifício dos paços do concelho. Perto, situa-se o convento de Santo António, relíquia arquitetónica do século XVI.

Localidade conhecida como a ‘vila madeiro’ 
Penamacor é conhecida como ‘vila madeiro’ por albergar a, provavelmente, maior fogueira de Natal em Portugal, que atrai centenas de visitantes de todo o País. A vila soube reinventar-se e aproveitar os recursos naturais à sua disposição para construir estruturas de lazer que vão de praias fluviais a termas. 
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