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Correio da Manhã

Boa Vida
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Resende: a terra por onde Eça andou

A terra das cerejas é uma verde encosta entre o rio Douro e os primeiros penedios da Serra de Montemuro.
Secundino Cunha 12 de Setembro de 2016 às 22:04
Vista aérea das Caldas de Aregos, com a sua marina no rio douro, que é cada vez mais procurada.
Ponte Medieval da Panchorra, que integra a rota do românico.
Mosteiro medieval de Santa Maria de Cárquere.
Vale do rio Cabrum, perto da ponte da Lagariça
Casa da Torre, em São Cipriano, que inspirou Eça de Queiroz para o romance ‘A ilustre casa de Ramires’
Cerejeira em flor, uma das atrações turísticas do concelho de Resende.
Vista aérea das Caldas de Aregos, com a sua marina no rio douro, que é cada vez mais procurada.
Ponte Medieval da Panchorra, que integra a rota do românico.
Mosteiro medieval de Santa Maria de Cárquere.
Vale do rio Cabrum, perto da ponte da Lagariça
Casa da Torre, em São Cipriano, que inspirou Eça de Queiroz para o romance ‘A ilustre casa de Ramires’
Cerejeira em flor, uma das atrações turísticas do concelho de Resende.
Vista aérea das Caldas de Aregos, com a sua marina no rio douro, que é cada vez mais procurada.
Ponte Medieval da Panchorra, que integra a rota do românico.
Mosteiro medieval de Santa Maria de Cárquere.
Vale do rio Cabrum, perto da ponte da Lagariça
Casa da Torre, em São Cipriano, que inspirou Eça de Queiroz para o romance ‘A ilustre casa de Ramires’
Cerejeira em flor, uma das atrações turísticas do concelho de Resende.
Como uma sentinela sobre o vale do Rio Cabrum, a torre milenar da ‘Ilustre Casa de Ramires’ conserva séculos de história e a memória do grande romancista Eça de Queiroz.

Situada na freguesia de S. Cipriano e a clamar por uma intervenção que evite a derrocada das paredes, a velha casa, que inspirou um dos mais notáveis romances da língua portuguesa, constitui o pináculo cultural de Resende.
A geografia do romance inclui, entre outros lugares, a vila de Resende e o Mosteiro de Santa Maria de Cárquere, por onde terá passado, ainda criança, D. Afonso Henriques.

Reza a lenda que o primeiro rei de Portugal nasceu com um problema nas pernas, aparentemente incurável e que o aio, Egas Moniz, pediu a Dona Teresa que o deixasse levar o menino à procura de um milagre.

Depois de um banho nas águas quentes de Aregos, o aio e o futuro rei subiram ao lugar de Cárquere, onde havia uma ermida dedicada a Nossa Senhora, para pedir à Virgem o milagre da cura.

O milagre aconteceu e, segundo a crónica de 1419, logo que assumiu o reinado, D. Afonso Henriques mandou construir naquele lugar uma igreja e um mosteiro, que entregou aos Cónegos Regrantes de Santo Agostinho,
Mas estas terras, por onde passaram, entre outros ilustres, D. Afonso Henriques e Eça de Queiroz, são, além dos monumentos, de uma beleza paisagística assinalável.

A começar pelas Caldas de Aregos (termas ótimas para prevenção e cura das doenças ortopédicas, de reumatismo, das vias respiratórias, das sinusites e doenças da pele), banhadas pelas águas do rio Douro, e a terminar na aldeia de Feirão, já na serra de Montemuro.

Temos de referir o miradouro do Penedo de S. João, em Freigil, as pontes medievais de Carcavelos, Ovadas, Lagariça e Panchorra e todo o vale do rio Cabrum, até à sua nascente, para lá da Talhada, com as suas águas bravas e frias, onde ainda há trutas a remar contra a corrente.

Mas é nesta encosta socalcada, entre o rio Douro e a serra de Montemuro, que se produzem as melhores e mais carnudas cerejas de Portugal. Os picos mais altos vestem-se de branco no inverno e as terras ribeirinhas vestem-se de branco em abril. No primeiro caso é com a queda de neve e, no segundo, é a cerejeira em flor.
Eça Resende Cerejeiras Serra Montemuro Rio Douro D. Afonso Henriques Caldas de Aregos
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