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Correio da Manhã

Boa Vida
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Sete palácios em Portugal que vale a pena visitar

Casas de reis e rainhas são verdadeiras lições para quem pretende uma viagem ao passado.
Paulo Fonte(paulofonte@cmjornal.pt) 8 de Outubro de 2017 às 15:00
Palácio da Pena
Palácio da Pena
Palácio da Bolsa
Palácio da Ajuda
Paço dos Duques de Bragança
Palácio de Mafra
Palácio da Brejoeira
Casa de Mateus
Palácio da Pena
Palácio da Pena
Palácio da Bolsa
Palácio da Ajuda
Paço dos Duques de Bragança
Palácio de Mafra
Palácio da Brejoeira
Casa de Mateus
Palácio da Pena
Palácio da Pena
Palácio da Bolsa
Palácio da Ajuda
Paço dos Duques de Bragança
Palácio de Mafra
Palácio da Brejoeira
Casa de Mateus
Símbolo do poder real e de famílias abastadas, os sumptuosos palácios são locais de sonho e de visita obrigatória para quem pretende conhecer um pouco mais de História.

Na atualidade em pleno estado de conservação, grande parte desse rico património está classificado como monumento nacional e vale pela arquitetura, bem como por toda a riqueza que se encontra no interior, quantas vezes autênticas surpresas para descobrir.

Nestas páginas propomos um passeio por sete sítios que vale mesmo a pena conhecer. Uma viagem ao passado com os pés bem assentes no presente, desde o Palácio da Brejoeira, no Alto Minho, até ao da Pena, na bela vila de Sintra, um dos mais magníficos do território nacional. Sem esquecer o Palácio da Bolsa, no Porto, ou o Paço dos Duques de Bragança, em Guimarães. Informação útil para quem pretende passar um dia diferente. 

Beleza romântica em Sintra 
Localizado num dos pontos mais altos da serra de Sintra, permite desfrutar de uma paisagem de cortar a respiração. É constituído por duas alas, o antigo convento manuelino da Ordem de São Jerónimo e a área edificada no século XIX por D. Fernando II. O rei revelou uma grande influência do romantismo alemão, com inspiração nos castelos junto ao rio Reno. Mandou ainda plantar o Parque da Pena, nas áreas envolventes. No restauro ocorrido em 1994 foram repostas as cores originais no exterior dos edifícios, rosa-velho para o antigo mosteiro, ocre para o palácio novo. 

Local: Vila de Sintra
Horário: 09h45-19h00
Preços: Palácio e parque, 14 €
Contactos: 219 237 300 / parquesdesintra.pt

Um espaço multifacetado 
Edifício com uma mistura de estilos arquitetónicos, o Palácio da Bolsa ou Palácio da Associação Comercial do Porto viu a primeira pedra ser lançada em 6 de outubro de 1842. Localizado no centro histórico do Porto, é classificado pela UNESCO como Património da Humanidade.

Construído ao longo de quase 70 anos, teve seis arquitetos principais e apresenta traços do neoclássico oitocentista, arquitetura toscana, assim como o neopaladiano inglês. É um centro cultural e de conferências e um espaço multifacetado para concertos e leilões. A riqueza da sua arquitetura, mobiliário e história deslumbra.

Local: Rua de Ferreira Borges, Porto
Horário: 09h00-18h30
Preços: Bilhetes a 8,5 €
Contactos: 223 399 013 / palaciodabolsa.com

Uma fascinante sala de exposições
Edifício neoclássico da primeira metade do século XIX, foi residência oficial da família real de forma continuada a partir do reinado de D. Luís I (1861-1889) até ao final da Monarquia. Ali se reunia o Conselho de Estado e era palco para cerimónias de corte.

Em 1910, com a instauração da República, o espaço foi encerrado. Reabriu ao público em 1968, é monumento nacional e uma importante instituição museal de artes decorativas dos séculos XVIII e XIX. Recebe coleções de pintura, gravura, escultura e fotografia. Conserva a disposição e decoração dos aposentos oitocentistas.

Local: Largo da Ajuda, Lisboa
Horário: 10h00 às 18h00. Encerra à quarta-feira
Preços: Bilhetes a 5 €
Contactos: 213 620 264 / palacioajuda.gov.pt

Casa fortificada 
Foi mandado construir no século XV por D. Afonso, 1.º Duque da Casa de Bragança e 8.º Conde de Barcelos. Elevado a monumento nacional em 1910, entre 1937 e 1959 foi alvo de uma intervenção de reconstrução a partir de um projeto da responsabilidade do arquiteto Rogério de Azevedo. Palácio com características de casa fortificada, integra um museu e uma área para iniciativas culturais. Destacam-se as quatro cópias das tapeçarias de Pastrana, cujo desenho é atribuído a Nuno Gonçalves, no século XV, e que representam a conquista do Norte de África.

Local: Rua Conde D. Henrique, Guimarães
Horário: Das 10h00 às 18h00
Preços: Entrada normal, 5 €; bilhete conjunto Paço dos Duques + Castelo de Guimarães, 6 €
Contactos: 253 412 273 / pduques.culturanorte.pt

Obra com 300 anos
Grandiosa edificação, num só edifício reúne uma igreja, convento e palácio. A construção teve início em 1717, por iniciativa de D. João V, o Magnânimo, que jurou erguer o monumento caso obtivesse sucessão do seu casamento com a rainha D. Maria Ana de Áustria, o que aconteceu em 1711.

Projetado pelo alemão Johann Friedrich Ludwig, pela construção passou a mão de obra de 52 mil trabalhadores. Tem uma das mais importantes bibliotecas portuguesas; a coleção apresenta perto de 36 mil livros, alguns raros. Os dois carrilhões, com um total de 98 sinos, constituem o maior conjunto sineiro do século XVIII.

Local: Terreiro D. João V, Mafra
Horário: 09h30-16h30. Fecha à terça-feira
Preços: Bilhetes a 6 €
Contactos: 261 817 550 / palaciomafra.gov.pt 

No verde Minho 
Ex-líbris da região do Alto Minho, construído nos princípios do século XIX, brilha o estilo neoclássico e apresenta ornatos de estilo rococó. É património nacional desde 1910, apresenta um palácio, capela, bosque, jardins, vinhas e adega antiga, onde agora estagia a aguardente velha Palácio da Brejoeira destilada exclusivamente de vinho da casta Alvarinho pelos processos tradicionais e envelhecida em cascos de carvalho. No interior do palácio, destaque para os luxuosos salões, biblioteca, mobiliário de madrepérola e pau-preto.

Local: Pinheiros, Monção
Horário: 09h00-12h30/ /14h00-18h30
Preços: Palácio, capela e jardim, 5 €; circuito completo + bosque, vinha e adega antiga, 7,5 €
Contactos: 251 666 129

Símbolo do barroco
Obra tem a marca do italiano Nicolau Nasoni, o construtor da Torre dos Clérigos, no Porto, que lhe terá dedicado quatro anos, entre 1739 e 1743. Representante do estilo barroco, é constituída pela casa principal, jardins, capela e adega. Foi mandada erigir por António José Botelho Mourão, 3.º Morgado de Mateus, foi catalogada como monumento nacional em 1991. Uma escultura de João Cutileiro, no lago, integra a imagem da casa, a biblioteca conta com um exemplar da primeira edição dos ‘Lusíadas’. Os jardins situam-se em vários núcleos.

Local: Mateus, Vila Real
Horário: 09h00 às 19h00
Preços: Visita ao jardim, 8,50 €; visita guiada ao interior da casa, capela e visita livre aos jardins, 12 €
Contactos: 259 323 121 / casademateus.com
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