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Correio da Manhã

Boa Vida
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Turismo militar em 10 etapas

Sítios da guerra são hoje destinos turísticos.
José Carlos Marques 20 de Setembro de 2016 às 17:48
As batalhas das invasões Francesas têm sido recriadas em vários locais. Como no Vimeiro, Lourinhã
Elvas: as muralhas que travaram mouros, castelhanos e franceses
Navios afundados: velhas glórias da Marinha são agora santuários debaixo do mar
Porto de Mós: viagem original à mais mítica batalha da história de Portugal
Almeida: a estrela que defendeu  a fronteira portuguesa
Lisboa: um museu que percorre todas  as guerras que o País viveu
Sagres: o cabo do Mundo, morada predileta do Infante D. Henrique
Insua: fortaleza marítima está abandonada à sua sorte
Lisboa: a mais bela torre da capital foi criada para defender a cidade
Vila Nova da Barquinha: o castelo romântico que os Templários tomaram no Tejo
Óbidos: a vila que  nos leva numa viagem à  Idade Média
As batalhas das invasões Francesas têm sido recriadas em vários locais. Como no Vimeiro, Lourinhã
Elvas: as muralhas que travaram mouros, castelhanos e franceses
Navios afundados: velhas glórias da Marinha são agora santuários debaixo do mar
Porto de Mós: viagem original à mais mítica batalha da história de Portugal
Almeida: a estrela que defendeu  a fronteira portuguesa
Lisboa: um museu que percorre todas  as guerras que o País viveu
Sagres: o cabo do Mundo, morada predileta do Infante D. Henrique
Insua: fortaleza marítima está abandonada à sua sorte
Lisboa: a mais bela torre da capital foi criada para defender a cidade
Vila Nova da Barquinha: o castelo romântico que os Templários tomaram no Tejo
Óbidos: a vila que  nos leva numa viagem à  Idade Média
As batalhas das invasões Francesas têm sido recriadas em vários locais. Como no Vimeiro, Lourinhã
Elvas: as muralhas que travaram mouros, castelhanos e franceses
Navios afundados: velhas glórias da Marinha são agora santuários debaixo do mar
Porto de Mós: viagem original à mais mítica batalha da história de Portugal
Almeida: a estrela que defendeu  a fronteira portuguesa
Lisboa: um museu que percorre todas  as guerras que o País viveu
Sagres: o cabo do Mundo, morada predileta do Infante D. Henrique
Insua: fortaleza marítima está abandonada à sua sorte
Lisboa: a mais bela torre da capital foi criada para defender a cidade
Vila Nova da Barquinha: o castelo romântico que os Templários tomaram no Tejo
Óbidos: a vila que  nos leva numa viagem à  Idade Média
Em quase 900 anos de história, o país passou por muito. Batalhas, invasões e expedições militares foram durante séculos uma constante da vida nacional. O legado destas vivências pode hoje ser admirado sem temor da violência que marcou tantas gerações de portugueses. Construções e máquinas que antes serviram a causa da guerra, são hoje polos de atração turística que atraem cada vez mais visitantes, portugueses e estrangeiros.

Castelos e fortalezas são, há muito, destinos do turismo militar, mas a oferta é vasta e variada. Lisboa e Porto têm museus militares e, em várias localidades do País, fazem-se recriações históricas. Também a Associação de Turismo Militar criou roteiros com sugestões de monumentos.

Conheça dez locais que evocam vitórias e derrotas que marcaram a nação.

As muralhas que travaram mouros, castelhanos e franceses
Foi em 2012 que a Unesco classificou o centro histórico de Elvas e as suas fortificações como Património da Humanidade. A distinção premeia um conjunto de construções militares que, desde o reinado de D. Sancho II, no século XIII, protegem a fronteira das investidas dos mouros (as primeiras muralhas vêm do período islâmico), dos castelhanos e, já no século XIX, dos franceses. Um dos monumentos mais importantes do conjunto é o Forte da Graça (na foto), mandado construir no reinado de D. José para resolver um problema antigo. Construído num dos pontos mais altos da região, o forte impediu, finalmente, o inimigo de aí instalar peças de artilharia para fustigar a cidade. A originalidade da obra, edificada entre 1763 e 1792, torna-a uma referência da história europeia. 

Velhas glórias da Marinha são agora santuários debaixo do mar
Um dos destinos possíveis de um navio de guerra é terminar no fundo do mar. Foi o caso da corveta ‘Pereira D’Eça’, mas não foi a Guerra Colonial – razão da sua entrada ao serviço em 1970 – que ditou o seu destino. No passado mês de julho, o navio foi afundado junto à costa de Porto Santo. É o mais recente capítulo de uma prática que a Marinha portuguesa tem vindo a adotar nos últimos anos – velhos navios abatidos ao serviço estão a ser afundados para se tornarem recifes artificiais – refúgios da vida marinha e locais de eleição para quem faz mergulho desportivo. Em Portimão, desde 2012 que é possível visitar quatro navios da Marinha que jazem no fundo do mar. O Ocean Revival é o maior recife artificial da Europa. 

Viagem original à mais mítica batalha da história de Portugal
Aprendemos na escola que foi graças à coragem e engenho do Condestável D. Nuno Álvares Pereira que as tropas portuguesas garantiram a independência nacional, ao travar o muito mais numeroso exército castelhano na batalha de Aljubarrota, em 1385. É um dos acontecimentos marcantes da história de Portugal, mas, mais divertido do que mergulhar em densos tratados sobre a tática do quadrado ou as circunstâncias políticas da revolta do futuro rei D. João I, é visitar o Centro de Interpretação da Batalha de Aljubarrota. Situado na povoação de São Jorge, concelho de Porto de Mós, o centro foi construído num dos cenários onde aconteceu o combate, o que permite ao visitante ter uma noção privilegiada do que realmente ali aconteceu.

O prato forte do centro é o cenário instalado num amplo anfiteatro. Com recurso a projeções vídeo, figuras à escala real e uma réplica do campo de batalha. O espetáculo ‘A Batalha Real’ recorre a efeitos especiais para dar ao visitante uma outra visão do combate. Existe também um núcleo museológico que mostra objetos históricos e curiosidades como as ossadas de dezenas de soldados que tombaram em combate, que revelam as lesões que sofreram.

O centro dá resposta a uma pergunta, tantas vezes repetida: Afinal existiu ou não a ‘Padeira de Aljubarrota’?

A estrela que defendeu a fronteira portuguesa
Espera-se para 2017 a decisão da Unesco  sobre a candidatura da Praça-Forte de Almeida a Património da Humanidade. E sobram razões para conceder à chamada "estrela do Interior" esse estatuto. Entre os séculos XI e XIX foram várias as construções militares que ali se ergueram, desde o castelo de origem islâmica à complexa muralha em forma de estrela de doze pontas, que remonta ao período da Restauração. 

Um museu que percorre todas as guerras que o País viveu
Já foi um estaleiro de construção naval e ali se fabricaram, durante vários séculos, canhões que moldaram a história portuguesa, na Europa e no Mundo. Desde o início do século XX, o edifício que fica em frente à estação de comboios de Santa Apolónia, alberga o Museu Militar de Lisboa, que tem por missão dar a conhecer as mais importantes datas e acontecimentos da história bélica de Portugal. Em 34 salas e espaços de exposição, o visitante pode conhecer peças únicas e aprender mais sobre conflitos que vão desde a fundação às guerras coloniais. Uma das coleções mais importantes é a de peças de artilharia, com exemplares que remontam ao século XV.

O cabo do Mundo, morada predileta do Infante D. Henrique
Situado na ponta sudoeste do continente europeu, Sagres representava na antiguidade o "fim do mundo conhecido". Os vestígios mais antigos da presença de navegadores oriundos do Mediterrâneo remonta a 4000 antes de Cristo e Sagres foi local de peregrinação de vários credos. Mas é no século XV, com a fundação da Vila do Infante, que Sagres prospera. Doada pelo regente D. Pedro ao seu irmão, o Infante D. Henrique, a vila foi fundada no lugar de Terçanabal. Era um ponto de assistência aos navegadores, garantindo-lhes mantimentos e refúgio das intempéries. D. Henrique viveu ali largos períodos da sua vida, e foi em Sagres que deu o último suspiro, mas o mito de que ali teria funcionado uma escola náutica que reunia os melhores sábios da Europa é hoje amplamente desconsiderado. Ainda assim, Sagres ficou definitivamente associada à época dos Descobrimentos. Remodelada sucessivamente ao longo dos séculos a fortaleza foi um importante ponto de defesa da costa. O Estado Novo foi responsável por diversas obras, no século passado, que alteraram significativamente o monumento. Nos anos 1990, uma nova intervenção trouxe uma série de edifícios novos, também eles muito contestados. A fortaleza alberga várias exposições, permanentes e temporárias. 

Fortaleza marítima está abandonada à sua sorte
Em 2015, mais de 600 mil pessoas visitaram a Torre de Belém. Dos monumentos classificados portugueses, só o Mosteiro dos Jerónimos, que com a torre integra um conjunto que é Património da Humanidade, teve mais visitas. Construída no reinado de D. João II, foi concluída já no tempo de D. Manuel. Fazia parte de um sistema de defesa do Tejo que incluía o baluarte de Cascais e uma torre situada na Caparica, de que hoje só restam ruínas. A Torre de São Vicente, nome original da Torre de Belém não cumpriu durante muito tempo a função militar para a qual foi concebida. Foi depois usada como farol, arquivo ou prisão e sofreu várias alterações estéticas ao longo dos séculos. 

A mais bela torre de Lisboa  foi criada para defender a cidade
Em 2015, mais de 600 mil pessoas visitaram a Torre de Belém. Dos monumentos classificados portugueses, só o Mosteiro dos Jerónimos, que com a torre integra um conjunto que é Património da Humanidade, teve mais visitas. Construída no reinado de D. João II, foi concluída já no tempo de D. Manuel. Fazia parte de um sistema de defesa do Tejo que incluía o baluarte de Cascais e uma torre situada na Caparica, de que hoje só restam ruínas. A Torre de São Vicente, nome original da Torre de Belém não cumpriu durante muito tempo a função militar para a qual foi concebida. Foi depois usada como farol, arquivo ou prisão e sofreu várias alterações estéticas ao longo dos séculos. 

O castelo romântico que os Templários tomaram no Tejo
Chega-se de barco ao mais emblemático castelo do Tejo. Tomado pelos Templários aos Mouros na Reconquista (sec. XII). O castelo foi um importante ponto de defesa da região, que tinha no castelo de Tomar um outro ponto estratégico. Consolidada a conquista do território, a extinção da Ordem dos Templários, no início do século XIV votou o castelo de Almourol a um progressivo abandono. Que seria revertido em dois momentos – no século XIX, quando o movimento romântico procurou valorizar (e sobrevalorizar) os elementos medievais que sobreviviam no País e durante o Estado Novo, que "alindou" o castelo com ameias e merlões que o monumento original nunca teve. 

A vila que nos leva numa viagem à Idade Média
Conquistada aos mouros por D. Afonso Henriques, a vila tornou-se destino predileto de vários casais reais ao longo da história. A povoação foi crescendo para lá das muralhas, cuja traça se foi alargando. Como em muitos outros sítios medievais, o Estado Novo promoveu aqui profundas obras de uniformização. Na década de 1930, alisaram-se ruas, fizeram-se ameias e caiaram-se as casas da vila. 

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