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Correio da Manhã

Boa Vida
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Um passeio pelas ruas da Covilhã

Região é ‘vendida’ como a nova potência turística do Interior.
Alexandre Salgueiro 24 de Janeiro de 2018 às 09:00
Covilhã
Covilhã
Elevadores e funiculares
A Laranjinha
 Igreja de Santa Maria
North Walls Pub
H20TEL
Hotel Pura Lã
Ribeira da Carpinteira
Trilhos pedestres
Trilhos BTT
Covilhã
Covilhã
Elevadores e funiculares
A Laranjinha
 Igreja de Santa Maria
North Walls Pub
H20TEL
Hotel Pura Lã
Ribeira da Carpinteira
Trilhos pedestres
Trilhos BTT
Covilhã
Covilhã
Elevadores e funiculares
A Laranjinha
 Igreja de Santa Maria
North Walls Pub
H20TEL
Hotel Pura Lã
Ribeira da Carpinteira
Trilhos pedestres
Trilhos BTT
Dados divulgados este mês pelo Instituto Nacional de Estatística revelam que em 2016 o concelho da Covilhã recebeu 154 520 hóspedes e registou 264 280 dormidas, valores que representam um aumento de 20% e 23%, respetivamente, face aos números do ano anterior.

Um desempenho que coloca a ‘Cidade Neve’ numa posição destacada face a cidades como Castelo Branco, Guarda e Fundão que, em conjunto, registaram 154 133 hóspedes e 231 231 dormidas. Em toda a faixa do Interior do País, só Évora apresenta melhores indicadores.

A neve é a principal responsável por este afluxo de turistas, cada vez mais oriundos de Espanha e Brasil, a esta cidade também marcada pelos estudantes – ali está localizada a Universidade da Beira Interior.

A permanência de visitantes durante maiores períodos na cidade prende-se com o desenvolvimento das unidades hoteleiras do concelho – em 2016 faturaram quase 13,5 milhões de euros – que oferecem experiências cada vez mais diversas e singulares.

Um museu que fica a céu aberto
A face do centro histórico da Covilhã tem vindo a alterar-se com obras de requalificação. Mas foi o Woolfestet – Festival de Arte Urbana da Covilhã que mais contribuiu para voltar a enchê-lo de turistas. Desde 2011, foram mais de 150 as intervenções artísticas em edifícios degradados, quase sempre subordinadas à história da cidade e aos lanifícios, o que já levou à criação de um trilho da arte urbana. A autarquia equaciona criar um museu a céu aberto. 

Para aproximar 
A rede de elevadores e funiculares que une as zonas altas e baixas da cidade foi criada para aproximar os bairros históricos do centro e facilitar as deslocações dos covilhanenses, mas acabou por se tornar numa atração turística. Hoje é mais fácil percorrer toda a cidade a pé e, além dos locais, é habitual ver estes meios repletos de visitantes ‘armados’ de máquinas fotográficas.

Neve é a grande atração 
Para os milhões de turistas que todos os anos visitam a serra da Estrela no inverno não há nada mais agradável do que o som da neve debaixo dos pés enquanto enterram as botas num imaculado manto branco acabado de cair.

A neve é mesmo a primeira atração da maior montanha de Portugal continental e a principal responsável pela elevada taxa de ocupação hoteleira das unidades da Covilhã e dos municípios vizinhos, sobretudo em épocas festivas como o Natal, Passagem de Ano, Carnaval e, se São Pedro ajudar, até a Páscoa.

A maioria dos visitantes contenta-se com simples brincadeiras, como deslizar em trenós improvisados ou esculpir bonecos, mas um cada vez maior número de turistas procura experimentar a adrenalina dos desportos de inverno.
Para estes, a estância de esqui, a poucos metros da Torre, tem vindo a melhorar os equipamentos de ano para ano e nos melhores dias tem à disposição dos apreciadores 18 pistas com 14,5 quilómetros de distância esquiável.

O melhor de dois mundos
Às portas do Parque Natural da Serra da Estrela, o H2Otel, em Unhais da Serra, tem o melhor de dois mundos: uma unidade hoteleira de topo integrada numa paisagem de montanha de cortar a respiração, e um SPA de montanha – Aquadome – com um moderno centro termal vocacionado para a saúde, estética e bem-estar, que tira partido das reconhecidas propriedades terapêuticas das águas termais de Unhais. 

A herança dos lanifícios
Remodelado e rebatizado de Pura Lã – Wool Valley Hotel & SPA, o antigo Hotel Turismo continua a ser uma referência do setor na cidade. Equipado com 100 quartos, ginásio, piscina e SPA, a unidade hoteleira abraça esteticamente a herança dos lanifícios que durante séculos foi o motor económico da região. Outro dos pontos fortes deste renascimento é a grande aposta na gastronomia e nos sabores regionais. 

Galardoada ponte pedonal
Construída 225 metros acima da Ribeira da Carpinteira, um dos dois cursos de água que ladeiam a Covilhã, e por uma extensão de 52 metros, a ponte pedonal dos Penedos Altos foi concebida para aproximar este antigo bairro operário do centro da cidade.

Mas o projeto concebido pelo arquiteto Carrilho da Graça e inaugurado em 2009 acabou por se revelar mais do que uma obra utilitária e ganhou caráter de atração turística ao ser premiado com vários galardões pelo seu desenho arrojado e ao ser eleita como um dos ‘destinos de design’ mais interessantes do Mundo pela publicação ‘Travel & Leisure’, em 2011.

Além dos moradores do bairro dos Penedos Altos, dezenas de turistas não resistem a tirar uma selfie nesta estrutura com vista privilegiada para a Cova da Beira. 

Para bem ‘forrar’ o estômago 
Este espaço situado à entrada do centro histórico da Covilhã recriou o ambiente pitoresco das tabernas da região. Na Laranjinha pode experimentar os mais variados petiscos regionais, confecionados no momento, alguns dos quais reinventados e adequados aos gostos atuais. Trata-se de um bom ponto de partida para ‘forrar’ o estômago de boa comida e bebida antes de partir à descoberta dos tesouros da zona antiga da cidade. 

Uma das igrejas mais bonitas 
Considerada uma das mais belas do país, a Igreja de Santa Maria, situada no coração do centro histórico da Covilhã, é revestida a azulejos azuis e brancos que representam o percurso da Virgem Maria.

Antigamente conhecida como Capela de Santa Maria do Castelo, a sua construção remonta a meados do séc. XVI.
Há 11 altares no interior do templo, cinco dos quais dedicados a Nossa Senhora, representada em nove imagens distintas. Na Covilhã, todos os caminhos vão dar a este icónico templo.

Cervejas de todo o Mundo
Situado na rua do Norte, junto às ruínas da antiga muralha da cidade, este espaço tenta recriar o espírito dos pubs britânicos. Com mais de 50 marcas de cerveja de várias nacionalidades, de fabrico artesanal e industrial – além de uma vasta carta de chás orientais –, o North Walls é o ponto de encontro de turistas e estudantes universitários estrangeiros que procuram matar saudades de casa à volta de uma ‘loira fresquinha’. 

Forma diferente de conhecer
Há uma cidade, uma serra e uma região para descobrir nos milhares de trilhos e percursos existentes a partir da Covilhã. Entre muitas outras rotas, pode percorrer as canadas dos pastores pelas encostas da Estrela, visitar os pomares de cerejeiras da Cova da Beira ou acompanhar o percurso do rio Zêzere desde a nascente, no Cântaro Magro, até à foz, em Constância, 370 quilómetros depois. 

Para atravessar de bicicleta
O relevo acidentado e as paisagens de cortar a respiração atraem há vários anos os amantes do BTT à serra da Estrela. Os amantes das duas rodas começaram por usar os trilhos pedestres oficiais, mas ao longo do tempo foram criando as suas próprias rotas que atravessam o Maciço Central entre Covilhã, Seia, Gouveia e Manteigas. Várias associações locais organizam provas de dimensão nacional. 


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