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Correio da Manhã

Boa Vida
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Faça de chef com uma Salada de Favas

Enquanto as favas ainda se mantêm tenras aproveite para lhes juntar enchidos. Siga a receita.
Edgardo Pacheco 4 de Agosto de 2016 às 15:04
Salada fria de favas
Salada fria de favas FOTO: Pedro Catarino
O restaurante Coelho da Rocha foi, durante anos, uma instituição de referência em Lisboa. Decadente na fase final, esteve fechado durante anos para, agora, ressuscitar com a equipa desse outro clássico de comidas alentejanas também em Campo de Ourique que é O Magano.

Só que agora a história é outra. O restaurante conservador deu lugar a uma taberna moderna de petiscos, com barra e tudo e ambiente a fazer lembrar as casas de tapas de Espanha. Todos os petiscos do nosso imaginário estão disponíveis e – reparem nesta maravilha – ao longo de todo o dia. Quer dizer, se um tipo lhe apetecer um pica-pau, umas amêijoas ou umas fatias de presunto de lei às cinco da tarde, tem aqui um bom poiso.

Claro que, todos os dias, há um sortido de pratos variados para quem não estiver virado para a onda petisqueira.Pratos de conforto da tradição portuguesa, como lulinhas recheadas ou joelho de porco. E, havendo vontade de ir para coisas de outro gabarito, há sempre carnes de grande categoria, regra geral maturadas pelo produtor Pedro Vivo. E porque o tempo das favas está quase a acabar, vamos lá então explicar como se faz uma salada com as mesmas. Não há nada mais fácil.

Nunca tape a panela das favas

1. Para o petisco que fica sempre bem num dia quente (como entrada ou como lanche tardio) vai precisar de favas frescas, linguiça, chouriço de sangue, cebola, alho, coentros, azeite, vinagre e sal.

2. Com a água a ferver e já salgada, junte as favas e deixe cozer durante 8 a 10 minutos (quanto mais tenras, menos tempo de cozedura). E, já sabe, nunca tape o tacho. Aliás, esta regra aplica-se à cozedura de qualquer grão ou vegetal verde porque isso impede que o vapor de água concentrado destrua a clorofila dos produtos, mantendo assim a sua cor verde.
































3. Uma vez cozidas, retire as favas do tacho e coloque-as em água com gelo. Isso interrompe de imediato o processo de cozedura e evita que as favas ganhem uma coloração acastanhada e desagradável.

4 e 5. Ora, enquanto as favas cozem podemos preparar os restantes ingredientes, que o mesmo é dizer cortar os enchidos às rodelas e picar finamente as cebolas, os alhos e os coentros. Para efeitos visuais pode optar por uma cebola roxa, que, de resto, consegue ser mais suave.
































6. Posto isto salteie durante dois minutos só os enchidos com um fio de azeite no tacho. E é mesmo só um fio porque os enchidos já são ricos em gordura e é essa que nos interessa. Mal as rodelas do chouriço de sangue aqueçam no tacho começamos a perceber que vem aí saladinha de favas. 

7. Começando o empratamento, coloque as favas numa tigela funda e, logo por cima, os dois enchidos salteados.

8 e 9. Depois, espalhe por cima dos enchidos a cebola, os alhos e os coentros. O azeite e o vinagre (a gosto) entram no fim. Tempere com pimenta preta e envolva tudo. Por regra deixa-se o prato descansar algum tempo para que os sabores se envolvam, mas, enfim, isso não tem de ser uma regra muito rígida. Se não nos equivocámos, um copo de vinho tinto novo alentejano a 16º é capaz de ser boa companhia para a nossa salada de favas e enchidos.

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