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Correio da Manhã

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Henrique Sá Pessoa conquista segunda estrela Michelin e há três novos restaurantes premiados

Matematicamente, Portugal passará a ter 6 restaurantes com 2 estrelas e 20 com 1. No total, 32 estrelas.
Edgardo Pacheco 21 de Novembro de 2018 às 16:33
Henrique Sá Pessoa recebeu segunda estrela da Michelin
Henrique Sá Pessoa recebeu segunda estrela da Michelin
Henrique Sá Pessoa
Henrique Sá Pessoa: “Ser chef é dar prazer às pessoas”
Henrique Sá Pessoa recebeu segunda estrela da Michelin
Henrique Sá Pessoa recebeu segunda estrela da Michelin
Henrique Sá Pessoa
Henrique Sá Pessoa: “Ser chef é dar prazer às pessoas”
Henrique Sá Pessoa recebeu segunda estrela da Michelin
Henrique Sá Pessoa recebeu segunda estrela da Michelin
Henrique Sá Pessoa
Henrique Sá Pessoa: “Ser chef é dar prazer às pessoas”

Portugal não conseguiu a tão desejada 3ª estrela Michelin para um dos cinco restaurantes candidatos, na  nova edição do Guia Michelin, que decorreu esta noite de quarta-feira, em Lisboa. O famoso guia ibérico só entregou uma nova e tão cobiçada 3ª estrela ao chefe Dani Garcia, com restaurante homónimo, em Marbelha.

Não obstante, uma segunda estrela foi para o Alma, de Henrique Sá Pessoa, sendo que os novos chefes a entrar no estrelato serão Pedro Almeida, do Midori (Sintra), Óscar Geadas, do G Pousada (Bragança) e António Loureiro, do A Cozinha (Guimarães). Assim, a festa será contida em Lisboa e no Algarve, mas de arromba – e com justiça - no norte do país.

Pela primeira vez em muitos anos, os inspetores do Guia reconhecem o trabalho de cozinheiros que arriscam em regiões com muito menor procura e poder de compra. E isso merece aplausos.

Matematicamente, Portugal passará a ter 6 restaurantes com 2 estrelas e 20 com 1. No total, 32 estrelas.

Embora ninguém tivesse certezas sobre a chegada da 3ª estrela para Portugal (nas suas múltiplas intervenções José Avillez foi, tacticamente, baixando as expectativas), a verdade é que um restaurante com 3 estrelas seria importante para o negócio da restauração de luxo e para o turismo em geral, visto que um núcleo crescente de estrangeiros viaja por todo o mundo à procura de restaurantes com 3 estrelas.

Quando visitam um país, comem em diferentes restaurantes com estrelas Michelin (e não só). E isso é dinheiro que gera riqueza no país. Por outro lado, inúmeros chefes entendem que Portugal, por comparação com a realidade de outros países, tem candidatos à altura para a 3ª estrela. Por questões de produto, diversidade, técnica, criatividade e serviço.

O facto da gala se ter realizado esta noite em Lisboa e ser financiada com dinheiros públicos alimentou a especulação à volta deste tema, mas, nesta como noutras ocasiões, os responsáveis do Guia Michelin não se comoveram com tais argumentos.

Conservadores ou vanguardistas, justos, injustos ou com critérios diferenciados consoante os países avaliados, o guia segue sempre a sua linha, totalmente alheio a pressões. Por isso - mas não só – continua a ser a bíblia da crítica gastronómica no mundo.

Uma coisa é certa: há três anos, ninguém imaginaria que o país pudesse ter tanta estrela Michelin.

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