Correio da Manhã

Castas regionais, nacionais e internacionais são o segredo da Quinta da Lapa na Azambuja
18:02
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Num espaço cheio de história e pouco conhecido fazem-se vinhos de perfil contemporâneo.

Pela sua natureza os tesouros não devem ser revelados, mas acreditamos sinceramente que qualquer pessoa que goste de vinho, história e recantos de charme para passar um fim de semana deveria conhecer a Quinta da Lapa, que fica ali para os lados de Manique do Intendente, na Azambuja.

A história da quinta, que começa em 1706 com D. Lourenço de Almeida, é tal, com tantas peripécias gulosas pelo meio, que só mesmo passando por lá para iniciarmos uma viagem. Quem quiser fazer algum trabalho de casa prévio pode ir ao site www.quintalapa-wines.com e divertir-se com uma cronologia gráfica da propriedade, pouco usual em sites do género.

Para nos aproximarmos aos nossos dias convém dizer que, em 1989, José Guilherme da Costa compra a quinta e entrega-a à gestão da filha Sílvia Canas da Costa – uma arquiteta que, com o enólogo Jaime Quendera, moderniza a área vitícola para criar uma linha de vinhos de perfil contemporâneo, alguns com sucesso no mercado asiático.

Do portfólio da marca retirámos há dias o branco Nana 2017, uma homenagem de Sílvia à mãe. Um branco jovial e festivo feito com Arinto, Fernão Pires e Alvarinho, em que esta última se encarrega de dar elegância ao conjunto.

No nariz sentimos perfumes de frutos tropicais e cítricos, com notas de feno à mistura. Boca delicada, suave e notas doces. Custa 5,60€.

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Manique do Intendente
Tranquilidade a dois passos de Lisboa 
Como a quinta tem muita história, nada mais adequado do que reservar uns dias no Wine Hotel e, então, provar diferentes vinhos da casa com comida da região, na maior das tranquilidades, conforto e bom gosto. Nem parece que estamos a dois passos de Lisboa. 

Conserva de luxo vem dos Açores
Não somos apologistas de verdades absolutas em matéria de gastronomia, mas é bem provável que as conservas Azor Concha sejam as que resultam da mais apurada seleção de matérias-primas piscícolas. E isto porque os peixes que metem nas latas resultam de capturas de embarcações selecionadas que se dedicam à pesca das espécies no seu tempo certo.

Este chicharro, por exemplo, chega-nos temperado com o belo do limão tangerino (um citrino muito aromático) e as pétalas de açaflor. Como se diz nos Açores, ‘uma categoria’. Cada lata custa 12€.

O perfume da açaflor 
Por falar em açaflor (ou açafroa, a discussão é longa), os que não a conhecem fiquem a saber que é uma espécie de cardo que dá origem a uns estames que, uma vez secos e/ou esmagados, servem de tempero a  pratos da gastronomia açoriana, em particular os caldos de peixe.

Além de acrescentar um aroma complexo e cativante, dá umas notas alaranjadas ao prato. Chefes de renome como Miguel Castro Silva são fãs deste tempero vegetal. Quem quiser uma solução disponível nas lojas de produtos açorianos tem aqui esta da marca Jubileu, já em pó. Custa 14€.

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