Conheça a rota dos vinhos verdes e descubra os melhores sabores

São 49 concelhos do Entre-Douro-e-Minho, com mar, rios e serra, cujo verde pinta a paisagem e o vinho com esse nome desperta sabores.
Por Secundino Cunha|23.10.18
De Resende a Melgaço, de Esposende a Amarante, a paisagem é verde e o vinho também. Branco ou tinto: verde. Mas a rota dos vinhos verdes vai muito para além da simples prova ou degustação.

O delicioso tinto Alvarilhão, de Resende ou Cinfães, leva-nos aos livros de Eça de Queiroz (‘Ilustre Casa de Ramires’), às aventuras de Serpa Pinto ou ao românico do Mosteiro de Santa Maria de Cárquere. Do outro lado do rio, em Baião, o branco Avesso insiste em Eça (‘Cidade e as Serras’) e atira para Amarante, pedindo poéticas leituras de Pascoaes.

Atravessado o Tâmega, pela ponte de S. Gonçalo, caminhamos para a Cabreira, por Celorico, Cabeceiras e Vieira do Minho, de onde vislumbramos, nos espelhos das barragens, os primeiros sinais da casta loureiro, que se colhe com abundância por terras de Amares e Ponte de Lima. Não deixemos de visitar pontes e mosteiros e de lembrar textos de Feijó e sonetos de Sá de Miranda.

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