Barra Cofina

Correio da Manhã

Boa Vida
9

Espírito e Aguardente Velha Reserva surgem renovadas

A José Maria da Fonseca tem tradição neste tipo de bebidas, que chegam agora em embalagens elegantes.
Edgardo Pacheco 23 de Março de 2017 às 10:00
FOTO: Direitos Reservados
Por razões que cruzam tendências demográficas, questões de saúde, controlo de álcool ao volante e políticas fiscais agressivas, as aguardentes vínicas ou bagaceiras passaram de moda. Hoje, só alguém com idade bastante avançada se atreve a bebericar um dedal de aguardente com o café da praxe. Se já nem whisky se vende no restaurante, aguardente muito menos.

Contudo, notamos que, nos últimos anos, empresas que tinham aguardentes com fama voltam, devagarinho, a lançar uma ou outra garrafa do destilado forte.

Apesar dos exageros da carga fiscal, existe um nicho de mercado que aceita pagar mais de 50 euros por uma garrafa de aguardente vínica, desde que, claro, tenha uma idade respeitável, seja de qualidade e venha dentro de uma garrafa bonita e tal, de preferência embalada de forma a funcionar como um presente para o Natal ou para um aniversário.

Ora, duas boas aguardentes são a Espírito e a Aguardente Velha Reserva, ambas da José Maria da Fonseca.
A primeira é feita a partir de vinhos da casta Moscatel e tem cerca de 40 anos. No nariz notamos algumas notas de uva em passa e ameixa branca, sendo que, na boca, revela notas inicialmente doces, para depois crescer e envolver toda a boca.

Já a Velha Reserva é outra conversa. Feita a partir de vinhos verdes da colheita de 1964, passou cerca de 34 anos em cascos velhos de carvalho e chega-nos com uma força tremenda na boca, sendo que explora as notas de frutos secos e frutos desidratados, à mistura com os aromas da madeira. Ambas devem ser apreciadas a 16 graus.
aguardente josé maria da fonseca bebidas
Ver comentários
Newsletter Diária Resumo das principais notícias do dia, de Portugal e do Mundo. (Enviada diariamente, às 9h e às 18h)