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Correio da Manhã

Boa Vida

Fátima Moura dedica-se ao chocolate

Novo livro tem um capítulo dedicado à qualidade do cacau de São Tomé e Príncipe.
19 de Setembro de 2018 às 16:09
Cacau
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Via Brasil e São Tomé e Príncipe, Portugal teve alguma importância no comércio mundial de cacau, mas – e ao contrário do que acontece com a cultura do café – hoje não riscamos grande coisa em matéria de chocolate.

Quem pensa em chocolate de alta qualidade pensa em coisas vindas da Bélgica, da Suíça ou da França. Até na Noruega, que nunca teve colónia alguma nos trópicos, encontramos chocolate de grande categoria.

Haverá um conjunto de razões para justificar tal cenário, mas Fátima Moura, autora de indispensável e saboroso Do Cacau ao Chocolate (edição dos CTT), costuma atribuir culpas à nobreza portuguesa que, ao contrário dos seus pares em França, Inglaterra ou em Espanha (onde até existem doces conventuais feitos a partir de chocolate) nunca cultivou o ritual do cacau.

Para o povo ainda se perceberia a coisa pelo facto estarmos perante um produto caro, mas para a nobreza a questão não se colocaria. Como defende Fátima Moura, seria mesmo "uma questão de gosto. Ou melhor, de falta de gosto".

Este é um livro feito com tempo e seriedade, pelo que quem o ler com calma – de preferência com um pedaço de chocolate e copo de vinho do Porto – arrisca-se a ficar um especialista. Está cá tudo. Variedades de cacaueiros, técnica de fazer chocolate, História e receitas de dois grandes chocolatier. A obra custa 40 €.

Para um produto nobre, uma edição muito cuidada
O departamento editorial dos CTT é um oásis no setor livreiro em Portugal, não só por valorizar temas que outras editoras recusariam, mas pelo cuidado gráfico. Este é só mais um livro bonito. E útil.

Para quem tem problemas com a teína (cafeína do café), este é o chá ideal 
Podemos dizer que O chá branco é o mais natural dos chás provenientes da planta Caméllia Sinensis (a única planta que dá origem ao chá).

Enquanto o chá preto sofre uma fermentação e o verde uma ligeira oxidação, o branco resulta apenas da colheita dos primeiros rebentos dos meses de março/abril, que serão só secos ao Sol ou em ambiente de estufa. De onde as quantidades de teína que apresentam são pequenas.

Isto significa que aquelas pessoas que gostam muito de chá mas não o consomem por terem hipertensão têm aqui uma solução interessante.

Este que apresentamos na imagem é da marca Chá Camélia, vem da China, tem aromas florais e resulta de uma produção em modo biológico.

Cada embalagem custará uns 14 € mas, atenção, com as mesmas folhas podemos fazer duas infusões, pelo que não é assim tão caro. 
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