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Correio da Manhã

Boa Vida
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Periquita muda de imagem e realça brasão

Novos rótulos destacam símbolo da Ordem de Torre e Espada.
Edgardo Pacheco 5 de Junho de 2018 às 10:00
José Maria da Fonseca muda de imagem
José Maria da Fonseca muda de imagem FOTO: Direitos Reservados
Por regra, não nos surpreendem notícias sobre as comemorações dos 200, 250 ou 300 anos de vida das empresas de vinho do Porto, mas no que toca às empresas de vinhos tranquilos, não paramos muito tempo para pensar naquelas que têm mais de 100 anos.

Por exemplo, quantos apreciadores de vinhos saberão que a José Maria da Fonseca (não confundir com a Abel Pereira da Fonseca) tem 185 anos e que foi a primeira empresa a colocar vinhos em garrafa de vinho? Pois, muito poucos, coisa que não espanta num País que produz muito pouca literatura sobre vinho.

Como é compreensível, uma marca tão antiga como a Periquita (com 165 anos) tem de, pontualmente, refrescar a sua imagem corporativa, visto que, em qualquer linear de supermercado, existem milhares de marcas à disposição.

Ora, no mês passado, a equipa de gestão da José Maria da Fonseca decidiu dar um caráter mais nobre ao Periquita, realçando o brasão da Ordem de Torre e Espada (atribuído por D. Pedro V a José Maria da Fonseca, em 1856 por razões de Valor, Lealdade e Mérito) e destacando a assinatura do enólogo e administrador da casa, Domingos Soares Franco, a sexta geração da família.

Por outro lado, a marca que lança em 70 mercados cerca de 4 milhões de garrafas por ano consegue, no caso do branco e do rosé, fazer brilhar a cor dos vinhos, coisa que torna a marca mais apelativa.

No resto, e em matéria de tintos, continuaremos a ter acesso a um Periquita colheita e um Periquita Reserva, a preços entre os 4,5 € e os 9 €. 

O azeite para aprendizes  
O laboratório de azeites do Instituto Superior de Agronomia (ISA) organiza um curso de análise sensorial de azeite nos dias 20, 21 e 22 deste mês, em Lisboa, na sede do ISA.

Organizados por José Baptista Gouveia, personalidade de referência nestes domínios, o curso tem por objetivo treinar os formandos para os princípios elementares da prova de azeites.

Noutros tempos, estes cursos eram frequentados por responsáveis técnicos dos dois grandes embaladores nacionais. Hoje, o curso é procurado por gente que se quer lançar na produção ou por cidadãos que nada têm a ver com a produção mas que querem saber como se distingue um azeite defeituoso de outro virtuoso.

Nesse sentido, os formandos terão de treinar - e muito - os defeitos elementares do azeite - tulha, mofo, ranço, avinhado e outros. 

O peso do Castelão
A casta castelão esteve sempre associada ao Periquita. José Maria da Fonseca terá adquirido varas desta casta da antiga região Oeste para as enxertar na quinta da Periquita, na Península de Setúbal. Como o vinho daqui resultante ganhou notoriedade, muitos agricultores locais iam à quinta da Periquita pedir material vegetativo.

A casta chamava-se Castelão, mas, na região, era conhecida como o vinho da Periquita. Hoje, as coisas são claras e separadas, mas alguns agricultores antigos ainda se referem à casta como Periquita.
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