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Correio da Manhã

Boa Vida
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Os enchidos da Dona Octávia

Produtos puros, saborosos e muito equilibrados na relação tempero/fumo.
Edgardo Pacheco 19 de Agosto de 2019 às 19:00
Os enchidos da Dona Octávia
Os enchidos da Dona Octávia FOTO: Direitos Reservados
A salsisharia chama-se Canense porque fica no Cano (Alentejo), mas os maluquinhos por enchidos nem sempre sabem disso. Quando querem uma panóplia de produtos de fumeiro de alta categoria só conhecem um nome: Dona Octávia. Nos restaurantes ou nas mercearias finas, a conversa é a cabeça de xara da D. Octávia, a papada da D. Octávia, o paínho da D. Octávia, a farinheira da D. Octávia e por aí fora, porque a lista é considerável.

O que verdadeiramente conta é que D. Octávia faz fumeiro com respeito pelo receituário antigo, com ingredientes de grande categoria (porco preto que pastoreia os montados e tripas ilegitimas) e, acima de tudo, com tremenda paixão.

Ouvir D. Octávia falar do seu trabalho é meio caminho andado para comprarmos de rajada uma dúzia de enchidos. A forma como escolhe as carcaças, o rigor no corte, a seleção das ervas aromáticas, o equilíbrio dos temperos, a qualidade da madeira de azinho e a dose certa de fumo (sempre no ponto) são os ingredientes que dão origem a enchidos muito puros e saborosos.

E, no caso da cabeça de xara, nunca provámos nada igual. Desfaz-se na boca como um pedaço de manteiga.
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