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Correio da Manhã

Boa Vida
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Vinho Clarete recupera um conceito popular

Acredita-se que que tenham sido os Cistercienses a promover o consumo destes vinhos pálidos de cor.
20 de Dezembro de 2018 às 14:00
Vinho
Vinho FOTO: Getty Images
Os vinhos Clarete já tiveram alguma fama por cá, em particular certas marcas de regiões à volta de Lisboa. Na realidade, há diferentes formas de fazer claretes, mas aqui interessa-nos aquela que consistia na técnica dos monges cistercienses que, ao vinho branco, juntavam uma percentagem de vinho tinto, fazendo assim um produto final com tons abertos, cor de sangue – o sangue de Cristo.

Seja como for, aplaude-se o facto de a Quinta da Lapa ter recuperado o conceito para lançar um clarete guloso e desafiante, ainda por cima com uma imagem a recuperar o design de outros tempos.

Neste caso, o enólogo Jaime Quendera pegou na casta branca Trincadeira das Pratas e fermentou-a com uvas da casta tinta Castelão. De onde, não só temos uma categoria rara em Portugal (os dedos de uma mão servem para contar todos os claretes do País), como a exploração de castas um tanto ou quanto mal amadas nas regiões de Lisboa e Tejo. Resultado, um vinho diferente para dias de festa.

Cogumelos e carne grelhada fazem companhia
Como as uvas brancas amaciam os taninos da parte das uvas tintas, estamos perante um vinho delicado, pelo que não está vocacionado para pratos com muitas especiarias. Agora – e até por causa das notas de bosque – para uma carne grelhada e cogumelos, perfeito.
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